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Entrevistas

Bruno Lemos | Responsável de Marketing e Vendas da Alfaloc

«Gostávamos de ter dois espaços também na zona Norte»

Depois da abertura em Oeiras, e mais recentemente em Loures, a Alfaloc pretende marcar presença a Norte do país, talvez ainda este ano. Balanço da actividade e projectos futuros, na palavra do responsável de Marketing e Vendas da empresa de transportes sedeada à entrada da Zona Industrial da Marinha Grande.

Como correu 2010 para a Alfaloc?
Foi a viragem de uma época complicada, que teve o seu ponto mais baixo em 2009. O ano passado já mostrou que as empresas, principalmente aqui da região, mas não só, começaram a ter mais trabalho. A Alfaloc entra numa fase de pré-trabalho das empresas, numa fase de estudo ou investigação, que se traduz no transporte de amostras e outras situações relacionadas com o planeamento. É um reflexo de viragem na própria indústria, que talvez só se note este ano, ou para o próximo.

O que motivou a recente abertura da Alfaloc em Loures?
Temos um conceito de proximidade, que penso estar na base do sucesso da empresa. Fazemos um atendimento muito personalizado e o espaço de Oeiras não estava a ser suficiente para dar resposta àquela zona da grande Lisboa.

Tem previsões de abertura noutras cidades?
Temos um plano de expansão construído há algum tempo, que está a ser feito de uma forma muito equilibrada. Queremos chegar a vários pontos do país, especialmente à zona Norte, Porto, Aveiro, etc. Na zona do Porto gostávamos de ter dois espaços como temos em Lisboa. Procuramos sobretudo o empreendedorismo. Temos o regime de franchising preparado, mas é diferente do normal, porque é um plano partilhado. Procuramos alguém local, com capacidade operacional, que conheça o mercado, e apoiamos em tudo o que for preciso. E o investimento tem sido partilhado. Em Oeiras é partilhado com o Paulo Alves, que está há muitos anos nos transportes, e em Loures com o Sérgio Cardoso, que também está nos transportes há muito tempo e que partilha a sua aventura com a Alfaloc central. É um modelo de franchising no sentido da marca e dos royalties, mas o investimento é partilhado e procuramos sempre alguém com experiência na área.

Prevê abrir no Norte ainda este ano?
Pode ser, se as coisas correrem bem. Está dependente de encontrar o parceiro certo, o empreendedor correcto.

E a nível de expansão internacional, têm alguma coisa prevista?
Não temos para já esse cenário previsto.

O que tem vindo a mudar no sector dos transportes, quais são os grandes desafios que enfrenta?
Cada vez mais, conseguirmos ter soluções que se adaptem aos clientes. A rede de transportes standard, que sai às três da tarde e chega no outro dia, não é claramente suficiente. E nós temos muita capacidade a nível tecnológico, através do site da Alfaloc e de um conjunto de ferramentas que temos, que permitem ao cliente, por exemplo, acompanhar a sua mercadoria. Depois a questão da recolha, que quanto mais tarde se realizar melhor. É essa dinâmica que hoje é pedida aos transportes. As empresas querem soluções e os transportes trabalham cada vez mais em parceria para criar este rede definida, mas ao mesmo tempo flexível. É uma das grandes evoluções dos últimos tempos.

São essas as grandes vantagens competitivas da Alfaloc?
A nossa grande vantagem é termos todas as soluções quando o cliente nos procura, devido ao alargado leque de parceiros com que trabalhamos. Ao contrário dos nossos parceiros, que são muito fortes em áreas específicas, ou exclusivas, como o transporte expresso, ou transporte urgente, o camião, ou o transporte aéreo, nós conseguimos ter soluções diversificadas e adequar os tempos de recolha de entrega e os meios de transporte. Destacamo-nos também pelas soluções para questões de urgência, transporte crítico, fora das normas habituais, fora de horas, para circuitos diferentes e com cargas diferentes. Outra vantagem é o facto de trabalharmos só com duas zonas, a regional e a nacional. Entregar daqui para Coimbra, ou daqui para o Algarve, custa o mesmo.

Como é que têm lidado com o esmagamento de margens a que se assiste no sector?
Não é fácil. A questão do preço é terrível, porque é um negócio fácil de comparar. A partir do momento em que se assegura a entrega da mercadoria, tanto faz ser a empresa a, b ou c. Mas há todo um conjunto de questões legais, de garantias, do próprio serviço de atendimento, transporte e informação que faz com que haja alguma diferença de preços. Quando se passa por um período de crise as empresas vão baixando os preços até morrerem, mas enquanto não morrem são concorrência quase desleal. Praticam valores só para manter a frota e os trabalhadores activos. Mas hoje os clientes estão mais atentos e valorizam mais o serviço e a forma como é feito.

Como é que se manifesta a crescente utilização da tecnologia nos transportes?
Os nossos clientes sabem a toda a hora onde está a sua mercadoria. Basta introduzir o código respectivo no nosso site. Temos também um sistema curioso, o Canguru, um software que instalamos nos computadores das empresas clientes, ou que eles próprios podem instalar através do nosso site, e através do qual podem fazer os pedidos sem um único contacto telefónico connosco. É muito interessante para situações, por exemplo, em que o cliente tem um conjunto de 50 ou 60 destinatários com moradas complexas, noutras línguas. Assim não há margem para enganos. Temos também uma solução online no nosso site, que tem informação relativa às contas correntes, aos pagamentos, às facturas, tudo o que é documentação gerada entre a empresa cliente e a Alfaloc. Como tiramos fotografias a toda a carga quando é medida e pesada, passámos também a disponibilizar essas fotografias e assim o destinatário sabe que tipo de carga vai receber. Penso que não existe outra empresa que faça isto.


Alfaloc prevê manter ritmo de crescimento de 20%

A Alfaloc encerrou 2010 com cerca de cinco milhões de euros de facturação, o que representa um crescimento de 21,9% face ao ano anterior. Para este ano prevê, em função da nova delegação, crescer acima dos 20%. Com três delegações e 48 colaboradores, a empresa de transportes originária da Marinha Grande conta com uma base de cerca de 2.500 clientes activos, com os quais trabalha regularmente. Ainda com uma imagem regional, muito associada à indústria dos moldes, a Alfaloc pretende afirmar-se como uma empresa global, sem esquecer a importância do princípio da proximidade. A nível internacional, transporta cargas sobretudo para países como França, Alemanha, Itália, Espanha, e dá conta de crescente procura para destinos como a Polónia, a República Checa e a China. A crescer estão também as cargas provindas de sectores como o vinho, e os mármores, a acrescentar a áreas já mais consolidadas, como os moldes, na região de Leiria, e os serviços, a nível nacional.


Cargas curiosas

Na história de 15 anos da Alfaloc, empresa fundada por João Pascoal, conta-se o transporte de inúmeras cargas curiosas. Ficámos a saber, por exemplo, que foi a Alfaloc que fez chegar o Magalhães às escolas do país, assegurando que o computador seria entregue em todas sensivelmente à mesma hora.

Inúmeras são também as bobines de filmes que transportam nas suas carrinhas, na altura das estreias. O exemplo mais recente pertence ao filme Anjos e Demónios, e envolve a recolha das bobines de madrugada e entrega em todo o País, do Algarve a Bragança (passando por todos os grandes centros, e zonas do interior) e também o Funchal e Ponta Delgada. No total, em causa estão mais de 70 entregas entre Continente e Ilhas, a realizar num só dia.

A Alfaloc realizou também recentemente, para Lusorede, um dos transportes mais especiais de sempre: um quadro eléctrico para o edifício do BNP, na Expo, a uma altura de mais de 15 andares, depois de o recolher em Odivelas num carro com grua.

Através da delegação de Oeiras, a empresa foi também responsável pela entrega das peças da campanha publicitária “Modelo Praia”, uma operação complexa, que incluiu transporte e montagem do material nas 64 lojas Modelo em Portugal.

A Alfaloc assegurou também o transporte de um motor de um avião da TAP para uma base da NATO na Alemanha. O motor pesava mais de três toneladas e o transporte foi feito por camião com um prazo de entrega de 48 horas.

Foi também a Alfaloc que transportou a imagem de Nossa Senhora para Itália, o maior cálice de cristal do mundo, produzido pela Crisal, para França, os mantimentos para o exército português no Afeganistão e o equipamento da Selecção Nacional para o estágio na Suécia. Em matéria de saúde, destaca-se o transporte das células estaminais para diversos laboratórios em Portugal.

REDACÇÃO | Célia Marques cmarques@leiriaeconomica.com

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