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Analistas: banca terá de recorrer ao fundo de capitalização

O agravamento da situação económica e financeira poderá obrigar alguns bancos a recorrer à linha de capitalização de 12 mil milhões de euros, apesar da actual resistência dos banqueiros, consideram os analistas contactados pela Lusa.

“Não é possível excluir o recurso” ao fundo público, diz André Rodrigues, analista de banca do Caixa Banco de Investimento (Caixa BI).

As exigências aos bancos de um rácio de capital core tier 1 (capital sobre activos ponderados de risco) de 9% até final do ano e 10% em 2012, num momento em que sentem dificuldades em se capitalizar, a juntar às medidas que podem sair das inspecções da troika ao balanço das instituições (actualmente a decorrer), poderão determinar uma decisão que nenhum banqueiro assumiu até agora.

Acresce um possível incumprimento da Grécia, que agravaria ainda mais a situação do sistema bancário português.

“Há um impacto mais fácil de calcular, que tem a ver com a exposição da banca à dívida grega, mas há outro tipo de impacto que pode afectar a qualidade dos activos dos bancos, seja através de derivados e outros instrumentos seja pela deterioração da situação macroeconómica”, afirma Pedro Pereira Coutinho, administrador da corretora Fincor.

O BCP e o BPI são os mais expostos, com 760 e 683 milhões de euros em dívida helénica (valor de compra inicial), enquanto a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem 202 milhões de euros. Já o BES não tem quaisquer títulos gregos.

“Há uma grande pressão [do Banco de Portugal] e sobretudo há um ambiente envolvente muito pouco complacente com o sector financeiro”, acrescentou André Rodrigues.

De facto, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, tem sido cada vez mais incisivo nas intervenções públicas. A 14 de Setembro, apresentou o fundo como uma oportunidade para os bancos porem os “contadores a zero” e garantiu que o facto de o Estado entrar no capital social da instituição financeira não significa uma nacionalização. “Não altera o controlo accionista das sociedades” visto que a entrada será “através de acções preferenciais”, explicou.

O memorando de entendimento com a troika, que reforçou o fundo de capitalização para a “eventualidade de os bancos não conseguirem atingir atempadamente os novos requisitos de capital”, também refere que o mecanismo de apoio à solvabilidade bancária preserva “durante uma fase inicial, o controlo da gestão dos bancos pelos seus accionistas privados” permitindo-lhes “a opção de recompra da participação do Estado”.

No entanto, acrescenta que os que requererem a injecção de capital “serão sujeitos a regras e restrições específicas de gestão e a um processo de reestruturação, de acordo com os requisitos de concorrência e de auxílios de Estado da União Europeia, que incentivem soluções baseadas no mercado”.

Para Pereira Coutinho, o recurso à linha de capitalização será evitado “a todo o custo” pelos bancos devido principalmente ao “grande impacto reputacional” assim como à “diluição da posição dos accionistas existentes”.

Segundo André Rodrigues, o principal risco seria de “quebra de confiança” o que poderia provocar uma “fuga de depósitos”.

Actualmente, apenas dois bancos já cumprem os rácios mínimos de capital core tier 1 para este ano: o Santander Totta (cujos 10,7% já ultrapassam a meta de 2012) e o BPI (nos 9,1%).

LE com Lusa

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