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Actualidade

Economia de Moçambique crescerá 7,2% em 2011, prevê Governo

O Governo moçambicano prevê um crescimento económico de 7,2% em 2011, uma taxa de inflação de 8% e exportar bens no valor de 1,8 mil milhões de euros. Para o ano em curso as autoridades moçambicanas estimam em 6,2% o crescimento económico e a contenção da taxa de inflação em 9,5%, assim como avaliam a exportação de bens em 1,5 mil milhões de euros.

O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou hoje a proposta do Plano Económico e Social (PES) para 2011, que pretende que as reservas internacionais líquidas financiem 4,3 meses de importação de bens e serviços não factoriais, incluindo os grandes projectos.

Falando aos jornalistas, o porta-voz do Executivo de Maputo, Alberto Nkutumula, disse que a 33.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros de Moçambique apreciou e aprovou igualmente o Orçamento para 2011, que estima em aproximadamente “128 mil milhões de meticais” as despesas públicas, que deverão ser cobertas em cerca de “54 mil milhões de meticais por recursos externos”.

As autoridades moçambicanas prevêem arrecadar receitas na ordem de 73, 2 mil milhões de meticais em 2011, disse o porta-voz do Conselho de Ministros.

“Quanto à Lei do Orçamento do Estado, no exercício de 2011, espera-se que o cenário macroeconómico se altere e que a inflação desacelere, reflectindo o aumento da produção interna de alimentos e, consequentemente, a redução das importações, a maior estabilidade do preço internacional de mercadorias e a manutenção da taxa de inflação na banda de um dígito”, disse Alberto Nkutumula.

O porta-voz do Governo de Maputo disse que o Orçamento do Estado para o próximo ano “assenta na manutenção da estabilidade macroeconómica, no prosseguimento de acções com vista à redução da pobreza” e “implementação de mecanismos de execução da despesa pública que não afite negativamente o índice geral dos preços e a taxa de câmbio real afectiva”.

O reforço dos subsídios e apoio social, o incremento e melhoria da oferta de bens e serviços públicos essenciais à população, a promoção de incentivos ao investimento privado, com impacto na geração de emprego, também são algumas das linhas do orçamento de 2011.

LE com Lusa

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