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Actualidade

Automóvel: plano francês «não é bom» para o futuro, diz AFIA

O presidente da associação de fabricantes portugueses de componentes automóveis considerou hoje que o plano francês de ajuda à Renault e à Peugeot «não é preocupante» para as empresas nacionais, apesar de poder trazer consequências negativas no futuro.

O governo francês vai emprestar 3 mil milhões de euros a cada um dos dois principais construtores de automóveis do país, Renault e PSA Peugeot-Citröen, no âmbito de um plano de ajuda ao sector.

O plano prevê, entre outras contrapartidas, que os dois grandes construtores se apoiem em empresas fornecedoras que também trabalhem no país, para que a ajuda chegue também aos fabricantes de componentes.

Pedro Valente de Almeida, presidente da Associação de Fabricantes da Indústria Automóvel (AFIA), considerou que o plano globalmente «não é bom» para as empresas portuguesas de componentes, mas também afasta preocupações.

«Não é bom, diga-se de passagem. Aquilo que vão tentar fazer é transferir para França as produções, para viabilizarem, como é óbvio, a indústria francesa», disse o presidente da AFIA.

«Mas não fico muito preocupado, porque aquilo que é feito – ou tem possibilidade de ser feito – em França é diferente daquilo que nós fazemos. Agora, a questão é que não é bom para nós porque em termos futuros os fornecedores portugueses precisam de subir na cadeia de valores. Agora [com as ajudas] vai tornar-se mais complicado subir nessa cadeia», explicou o mesmo responsável.

Segundo a imprensa francesa de hoje, tanto a Renault como a PSA Peugeot receberão um empréstimo de 2 mil milhões durante cinco anos e a um juro de entre 6 e 7%, muito inferior ao que teriam obtido no mercado.

Em troca, o governo exige aos construtores uma série de contrapartidas, entre as quais o compromisso de não fechar fábricas no país, as encomendas a fornecedoras de componentes a operar em França e moderação no pagamento de dividendos aos accionistas.

Para Pedro Valente de Almeida, o plano francês – tal como o plano norte-americano de ajuda ao sector automóvel, em que a Chrysler e a General Motors receberam 17 mil milhões de dólares – acaba com a livre-concorrência e, no que toca às empresas fornecedoras, já chega tarde.

«A livre-concorrência vai para o brejo», considerou o responsável. «De qualquer das maneiras acho que já vão um bocadinho tarde. Poderão salvar algumas empresas [de componentes], mas já muitas faliram», acrescentou.

«Aquilo a que vamos assistir é que as empresas vão aderir ao plano para receber as ajudas e depois logo se vê», previu Pedro Valente de Almeida, antes de referir que esse cenário é extensível a Portugal, onde o Governo também lançou um plano de ajuda ao sector orçado em 900 milhões de euros.

«Não me espanta que algumas empresas portuguesas também façam isso, adiram ao plano para receber o dinheiro e depois esperar para ver como hão-de pagar. Isso não é inédito», referiu.

Lusa

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