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Actualidade

Plano estratégico dos moldes traça análise swot do sector

O sector de moldes possui um alargado conhecimento ao nível tecnológico, e dos diferentes mercados geográficos a uma escala global. Em contrapartida, revela-se descapitalizado e com reduzida liquidez financeira. Estes são alguns pontos da análise swot do sector, traçada no Plano Estratégico para o Sector dos Moldes e Ferramentas Especiais apresentado, terça-feira, no CENTIMFE.

Análise Swot do sector

Forças

• Base alargada de conhecimento ao nível tecnológico em torno da maquinação de alta precisão, de todo o ciclo de desenvolvimento de produto e dos novos materiais, sistemas de prototipagem, sistemas de moldagem e robótica;
• Base alargada de conhecimento ao nível dos diferentes mercados geográficos a uma escala global dado o cariz exportador do sector;
• Imagem de qualidade e de competência tecnológica do sector a nível nacional e internacional;
• Capacidade de adaptação das empresas a novos mercados sectoriais e geográficos;
• Acesso a uma rede de entidades do Sistema Científico e Tecnológico conhecedoras e geralmente com apetência para apoiar as empresas;
• Acesso a uma incubadora para empresas de base tecnológica específicas para o sector (OPEN);
• Apetência para a inovação e investimentos de base tecnológica pela maior parte das empresas no sentido da melhoria contínua dos produtos.

Fraquezas

• Reduzida profissionalização da gestão ao nível dos recursos humanos, estratégia comercial, marketing e gestão financeira;
• Descapitalização e reduzida liquidez financeira de uma grande parte das empresas;
• Reduzida especialização de uma grande parte das empresas do sector, no que diz respeito às suas propostas de valor;
• Excessivo enfoque do sector como um todo nos moldes (sobretudo para plástico) e incapacidade de diversificar para outras áreas de actuação (e.g. peças maquinadas de alta precisão) tendo por base as suas vastas competências tecnológicas;
• Excessiva dependência do sector automóvel, cobrindo este 72% da produção total;
• Incapacidade de uma grande parte das empresas em oferecer soluções integradas de engenharia a uma escala global e não apenas focadas no fornecimento de um molde;
• Incapacidade de impor condições de pagamento razoáveis junto dos clientes (principalmente os do sector automóvel);
Pouco dinamismo empreendedor no sector na criação de novas empresas de base tecnológica;
• Aversão da maior parte das empresas a deslocar ou a sub-contratar produção no exterior, focando as suas actividades ao nível da engenharia, gestão das cadeias de distribuição e controlo de qualidade;
• Incapacidade da maior parte das empresas em atrair novos quadros qualificados dada a competição de outros sectores tecnológicos na luta por recursos humanos e o relativo fraco envolvimento com o sistema educativo por parte das empresas;
• Dificuldades na gestão operacional do desenvolvimento e da produção ao nível da automação e trabalho por turnos (reflectido no baixo nível de produtividade do sector a nível internacional);
• Incapacidade geral de colaborar de forma activa na dinamização de projectos conjuntos;
• Empresas geralmente de muito reduzida dimensão que, dada a sua falta de enfoque em áreas de alto valor acrescentado e incapacidade para colaborar com outras empresas, as torna vulneráveis à competição global.

Oportunidades

Crescimento acentuado de novos mercados sectoriais emergentes como a energia, ambiente e medicina (tanto ao nível dos produtos plásticos como nas ferramentas especiais e peças maquinadas de alta precisão);
• Alterações profundas em mercados estratégicos como o automóvel ou a aeronáutica ao nível das motorizações, sistemas energéticos e novos materiais abrem um conjunto vasto de novas oportunidades de negócio;
• A crescente miniaturização dos produtos electrónicos e a sua inclusão em outros sectores abre espaço para a inovação e para a captação de novas oportunidades de mercado com soluções integradas;
• A deslocalização da manufactura para outros países (e.g. na Europa de Leste ou Ásia) poderá abrir a porta para a entrada nestes mercados, acompanhando os clientes actuais;
• O crescimento económico e a estabilidade política de mercados geográficos alternativos (e.g. alguns países da América do Sul ou a Rússia) poderá abrir novas oportunidades de negócio para as empresas;
A redução dos ciclos de vida de produto e crescente micro-segmentação dos mercados abrem um conjunto vasto de oportunidades na área da prototipagem e maquinação rápida;
• Desenvolvimentos ao nível dos novos materiais (e.g. materiais compósitos) poderão estimular a inovação e o surgimento de novas áreas de mercado.

Ameaças

Excessiva dependência do sector automóvel em conjunto com as condições de pagamento agressivas impostas pelos clientes deste sector poderão pôr em risco a viabilidade financeira de muitas empresas;
• A crescente modernização dos competidores emergentes, nomeadamente na Ásia, em conjunto com as suas competitivas estruturas de custo poderá alargar perigosamente a base de competição internacional nos próximos anos;
• A crescente valorização do Euro em relação ao Dólar Americano e a outras moedas poderá pôr em risco a competitividade das empresas a nível geral e reduzir perigosamente a presença no mercado norte-americano (já em forte queda actualmente);
• Fraca apetência das empresas portuguesas de forma geral para a inovação de produto e para a contratação em Portugal de serviços de engenharia de base tecnológica leva a uma excessiva dependência do exterior do sector;
Dificuldades inerentes aos sistemas de apoio financeiro (e.g. Garantia mútua) por desconhecimento e/ou inadaptação às realidades específicas do sector podem pôr em risco a viabilidade financeira de muitas empresas, dadas as condições de pagamento agressivas e as necessidades avultadas de investimento típicas do sector;
• A crescente competição ao nível da captação de recursos humanos por diversos sectores tecnológicos poderá limitar perigosamente a base de recrutamento e selecção de quadros para o sector.

Fonte: Plano Estratégico para o Sector dos Moldes e Ferramentas Especiais em Portugal; Sociedade Portuguesa da Inovação

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