Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Actualidade

Energie quer 30% do mercado painéis temodinâmicos até 2012

A empresa portuguesa de painéis solares Energie quer atingir até 2012 uma quota de 30% nos mercados dos EUA, Alemanha, Espanha, França, Irlanda, Inglaterra, Bélgica e Luxemburgo, para onde exporta actualmente 40% da produção.

Em entrevista à agência Lusa no âmbito da inauguração da nova fábrica da empresa em Laúndos, Póvoa de Varzim – um investimento de três milhões de euros, a duplicar até 2009 com a concretização da segunda fase da unidade fabril – o presidente da Energie adiantou que tal implicará um ritmo de crescimento de meio milhão de euros por ano em cada um desses mercados.

Entre os vários destinos de exportação dos painéis solares termodinâmicos Energie, Luís Rocha destacou as potencialidades do mercado norte-americano, admitindo-se mesmo «assustado» com a «exponencialidade» que está a apresentar.

Resposta ao desafio americano

Presente no mercado dos EUA há cerca de um ano, onde, em parceria com uma empresa local, criou a Energie EUA, a empresa portuguesa apostou na duplicação da sua capacidade de produção para poder também, no futuro, responder ao desafio americano.

«Trata-se de uma aposta muito séria, porque o mercado norte-americano está a revelar-se de grande interesse», sustentou Luís Rocha, recusando arriscar previsões de facturação num país que, garante, «vai ter uma expansão brutal do mercado».

É que, explicou, o Estado da Califórnia acaba de, adiantando-se ao Governo Federal, decretar a obrigatoriedade de instalação de painéis solares nas habitações, pelo que este mercado se irá juntar ao já florescente negócio nos estabelecimentos comerciais locais.

Neste segmento, a Energie espera uma rápida expansão da actividade assim que concluir a necessária certificação UL, que lhe permitirá responder à procura das cadeias de fast food que, por questões de imagem, estão a substituir os respectivos sistemas de aquecimento de gás pelos de energia solar termodinâmica.

«Neste momento, as nossas vendas para os EUA ainda não são significativas, porque nos falta a certificação UL, equivalente à nossa CE, mas depois de esta estar concluída vamos ter uma expansão brutal do mercado, com vendas actualmente impossíveis de calcular», afirmou Luís Rocha.

Energie admite marcar presença no México dentro de três anos

Caso se confirmem as elevadas expectativas mantidas para o mercado norte-americano, a Energie admite mesmo criar, dentro de três a cinco anos, uma pequena unidade produtiva no México para fabrico local de parte das peças, embora mantendo sempre em Portugal «o cérebro produtivo».

O objectivo, adiantou, passa por atingir uma quota de mercado de 30%, em cinco anos, nos EUA, uma posição semelhante à que a Energie pretende também conseguir no mercado emergente da Alemanha e nos países para onde já exporta e que pretende consolidar: Espanha, França, Irlanda, Inglaterra, Bélgica e Luxemburgo.

Mercado alemão com forte potencial

No caso alemão, destacado por um estudo recente como apresentando elevado potencial, a empresa portuguesa está a desenvolver protocolos com duas universidades locais com vista à certificação dos seus produtos naquele mercado, essencial «para conseguir uma imagem suficientemente forte para se ser credível».

Segundo Luís Rocha, a meta da Energie é, nos próximos dois anos, «facturar sempre acima de 1,5 a dois milhões de euros/ano em cada país da Europa». «Em Espanha já estamos acima do milhão de euros e, para o próximo ano, temos já protocolos de vendas de dois milhões», adiantou.

No que respeita ao mercado português, o empresário acredita que irá «aumentar exponencialmente» depois da entrada em vigor da nova legislação ditando a obrigatoriedade de instalação de painéis solares nas habitações novas.

Contudo, e uma vez que «99%» do mercado da Energie é o parque habitacional já existente, Luís Rocha acredita que as crescentes preocupações ambientais se venham também a traduzir numa progressiva substituição dos antigos sistemas de aquecimento.

Consumidor amortiza investimento em 4 ou 5 anos

«A opção pela energia solar térmica permite poupanças significativas na economia doméstica», garantiu, sublinhando que o investimento é amortizável em «quatro a cinco anos». «Os portugueses já estão mais sensibilizados para as questões ambientais, porque se nota um grande aumento da procura», sustentou, prevendo que o mercado português cresça, por isso, «na mesma proporção» dos restantes países europeus.

No mercado há mais de 20 anos, a Energie produz painéis solares termodinâmicos com aplicações no domínio do aquecimento central, das águas quentes sanitárias, da climatização de piscinas e do aquecimento de águas de grande volume.

Os painéis solares termodinâmicos Energie têm como particularidade conseguirem superar as limitações causadas pela ausência de sol, permitindo a elevação da temperatura da água «com alta eficiência e grande economia, mesmo nos dias de chuva, ou mesmo nos períodos nocturnos, 24 horas por dia».

LE com Lusa

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros. 

Exportações de moldes atingem novo recorde em 2016

Em 2016, as exportações da indústria portuguesa de moldes ascenderam a 626 milhões de euros, o que representa o quinto recorde consecutivo e a primeira vez que ultrapassam a barreira dos 600 milhões de euros. Aquele valor representa um acréscimo de 92% face a 2010.