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Actualidade

Aeroporto: Henrique Neto denuncia «campanha» pela Margem Sul

O empresário Henrique Neto denunciou sexta-feira, em Leiria, aquilo que considera ser uma «campanha organizada» com recurso a «agências de imagem e de publicidade» para transferir o futuro aeroporto de Lisboa para a margem sul. «Não há como agora na história portuguesa uma campanha paga para destruir o conceito da Ota», afirmou Henrique Neto durante uma conferência organizada pela JS de Leiria que reunia apoiantes das duas localizações, revela a agência Lusa.

«Custa que instituições altamente respeitadas queiram mistificar a realidade chamando-lhe racionalidade», acrescentou o empresário, dirigindo-se em particular para Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros que esteve presente no debate.

Acusação gera protestos dos defensores da margem sul

Estas acusações originaram o protesto dos apoiantes da escolha da margem sul do Tejo para o novo aeroporto de Lisboa que negaram estarem às ordens de qualquer organizações. O professor do Instituto Superior Técnico (IST) e ex-secretário de Estado António Brotas devolveu as acusações, considerando que tem existido «um silêncio sobre este problema» por parte dos políticos para tentar validar uma «má escolha».

Pelo contrário, «foi a informação electrónica, os e-mails e os blogues que permitiram esclarecer a população», considerou o investigador, que apontou vários problemas para a localização. Já Castro Henriques, professor da Universidade Católica e coordenador do livro «O erro da Ota», justificou a sua posição contra o novo aeroporto, considerando que esse é o projecto mais caro e menos viável para o País.

Margem sul para mercadorias e voos low-cost

Por seu turno, Paulino Pereira, docente do IST e especialista em transportes, a solução para o País deve passar pela manutenção do Aeroporto da Portela e a construção de uma única pista, para já, na margem sul que serviria as mercadorias e os voos low-cost. A prazo, esta solução iria permitir um aeroporto para voos executivos na cidade e um outro para outro tipo de utilizações complementares e que não seriam prejudicadas com a distância em relação à capital.

Do lado dos defensores da opção pela Ota esteve o ex-eurodeputado Manuel Porto, que considerou correcta essa escolha porque é a Norte do Rio Tejo que está mais de 80 por cento da população e a aposta do País deve ser na criação de uma infra-estrutura aeroportuária com dimensão para contrariar Espanha e impor-se na Europa como a porta de entrada dos voos transatlânticos.

Estudadas 16 localizações

O porta-voz do Movimento Pró-Aeroporto da Ota, Tomás Oliveira Dias, esteve também presente e recordou que já foram estudadas 16 localizações mas nenhuma reuniu o consenso. «Em todas as localizações há aspectos negativos mas a Ota é que apresenta resultados menos desfavoráveis», explicou Tomás Oliveira Dias.

Este responsável recordou ainda os fortes impactos negativos do ponto de vista ambiental de qualquer construção na margem sul devido aos Estuários do Tejo e do Sado, tendo sido essa a razão para a União Europeia ter chumbado a escolha de Rio Frio.

Lusa

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