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Empresas

LN Moldes desenvolve espirais para a área farmacêutica

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A LN Moldes desenvolveu as espirais em plástico por onde descem os medicamentos do espaço de armazenamento até ao balcão. A inovação está na patente na farmácia Sanches, em Leiria, que reabriu com um sistema logístico robotizado. Sobra mais tempo para assistir o cliente.

A empresa do sector dos moldes, sedeada na Maceira, encontrou nas espirais que acompanham os robots da Rowa uma oportunidade para a melhoria e industrialização de produto.

Concebeu-as de raiz – desde o desenvolvimento de produto à produção do protótipo – apostando num design e material mais apelativos e no fabrico por método de injecção, que permite criar módulos que encaixam entre si, adaptando-se às necessidades de cada farmácia. A flexibilidade verifica-se não só em termos funcionais, como estéticos, uma vez que as espirais podem ser fabricadas em diferentes cores, desde que compatíveis com o material utilizado.

Trata-se de uma oportunidade de negócio a levar a efeito com a Consiste, a distribuidora oficial dos robots da Rowa, através da qual as espirais deverão ser exportadas para o país vizinho.

O desenvolvimento das espirais, que envolveu um investimento de 70 mil euros, insere-se na política do Grupo: «inovar no que for possível», explica Leonel Costa, administrador da LN Moldes.

As farmácias do futuro

O robot em que foram aplicadas as espirais faz parte de um sistema automatizado para entrega dos medicamentos ao balcão da farmácia. O sistema identifica o medicamento pelo código de barras introduzido no computador – ou leitura óptica da receita informatizada, a que cerca de 30 por cento dos médicos já aderiram – e o farmacêutico fica dispensado de ir à procura dos fármacos e liberto para um melhor atendimento ao cliente. Esse foi, de resto, o principal motivo do investimento, revela Natália Valinha, directora técnica da farmácia.

É também o robot que arruma os medicamentos, seguindo três critérios: dimensão da embalagem, rotatividade do medicamento e prazo de validade, o que evita o manuseamento das embalagens e a verificação física dos medicamentos que estão prestes a expirar.

O sistema minimiza a probabilidade de enganos e permite um melhor controlo de stocks. «As melhorias são evidentes não só na gestão do negócio, como no ambiente de trabalho, de que as farmácias devem ser exemplo», adianta a responsável.

O sistema – o trigésimo quinto instalado no país e o segundo maior em termos de capacidade (17 mil embalagens) – representou um investimento de 200 mil euros e, ao contrário do que seria de esperar, a contratação de mais três pessoas.

É o resultado da aposta em serviços de atendimento especializado, para os quais disponibiliza várias salas, incluindo uma de assistência a crianças e um laboratório devidamente equipado para elaboração de manipulados. «A atenção prestada ao cliente é fundamental e é a nossa maior preocupação. Repercute-se na adesão do paciente à terapêutica e, consequentemente, na melhoria do seu estado de saúde», adianta a responsável.

Detectar interacções medicamentosas inadequadas

A farmácia adoptou ainda o sistema informático Sifarma 2000, que vai permitir acompanhar o cliente, de forma sigilosa, mediante a sua autorização, fornecimento de dados fisiopatológicos e de medicação.

O sistema detecta interacções medicamentosas inadequadas e alerta o farmacêutico para o facto. «Cada vez mais as farmácias têm de apostar na qualidade do serviço e, consequentemente, na formação dos seus recursos humanos. Acho inconcebível a falta de formação de colaboradores que fazem cedência de medicamentos, ainda que de venda livre, e com um responsável técnico a 50 quilómetros», salienta Natália Valinha, mostrando a sala destinada à formação.

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