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Empresas

Grupo Vangest avança para a aeronáutica e área médica

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A Distrim2 – uma participada do Grupo Vangest, fundada em 1997 – é hoje uma empresa especializada no fornecimento de serviços de engenharia e prototipagem rápida. A área de negócio que nasceu da necessidade de dar resposta aos clientes das soluções informáticas da Distrim Sistemas, que procuravam, cada vez mais, serviços de engenharia e customização.

As crescentes necessidades de redução de tempo e custo de produção levaram a que a Distrim 2 acompanhasse as tendências de mercado, e evoluísse da prototipagem rápida para a virtual. Mas a empresa não negligenciou as suas competências na primeira área: reutiliza a tecnologia da prototipagem rápida na produção de pequenas séries de produto final para áreas tão distintas como a indústria automóvel, eléctrica, electrónica e bens de consumo em geral, entre outras.

O envolvimento na área médica e aeronáutica representa hoje uma realidade, dando assim consecução à sua estratégia de diversificação e evolução, a jusante, na cadeia de valor.

Em causa está a transformação de materiais como ligas de alumínio, titânio, inconel e magnésio, essenciais ao fabrico de peças estruturais de aviões. «Só o produto de elevado valor acrescentado justifica a nossa continuidade no mercado. Na aeronáutica, o importante é a resistência, o rigor dimensional o peso e a resistência à temperatura. Esta é uma área nova para a Distrim 2 e representa um grande desafio. Muda por completo toda a nossa abordagem e metodologia», explica Vítor Oliveira, director-geral da Distrim 2.

A produção para aquelas exigentes indústrias levou a um investimento de 3,2 milhões de euros numa unidade de produção certificada para o efeito, que irá inaugurar em Dezembro próximo, coincidindo com o vigésimo aniversário do Grupo Vangest.

Produzir elementos de apoio à cirurgia

Na área médica, a Distrim 2 apostou no fabrico de próteses dentárias e reconstrução maxilo-facial e craniana. «A ideia passa por criar um centro de produção europeu desse tipo de produtos», explica Vítor Oliveira.

Impressionante é o facto de tudo isto se processar a milhas do paciente. A tecnologia empregue possibilita a recepção da informação do seu estado em formato digital (através de TAC ou ressonância magnética), e é a sua conversão em 3D que permite produzir elementos de apoio à cirurgia, ou seja, partes ósseas produzidas por medida para cada paciente.

«A estratégia passa por reutilizar o conhecimento da indústria de moldes noutras áreas transversais, abrir o leque, incidindo nas que têm maior valor acrescentado. Tudo se desenvolve em torno da engenharia inversa, reengenharia, maquinação de alta velocidade, prototipagem e a correcta reutilização das tecnologias de informação. Hoje o foco está na engenharia numa óptica de valor acrescentado. A Distrim 2 assume-se cada vez mais como uma empresa de engenharia» adianta.

Reengenharia: melhor design, mais funcionalidade, menor custo

A reengenharia representa, de resto, uma área de peso na empresa. Os clientes procuram na Distrim 2 a fórmula certa para produzir os seus produtos a mais baixo custo, ou para se diferenciarem no mercado por via da qualidade e do design.

No que respeita a mercados, as peças de avião da Distrim 2 têm a Europa como destino, embora a empresa tenha também em vista o mercado brasileiro, via Embraer. Os clientes da área médica estão sobretudo na Europa, mas, curiosamente, fora de Portugal. Segundo Vítor Oliveira, dentro de portas existe um lobby difícil de gorar. Quanto à engenharia de produto, tem como clientes a indústria automóvel, motos, electrodomésticos, informática e telecomunicações, oriundos, fundamentalmente, da Europa e América latina.

A prioridade passa agora por consolidar os projectos em curso, nas duas novas áreas de negócio – aeronáutica e médica. O Grupo está «optimista e preparado para mais 20 anos de sucesso, respondendo aos novos desafios com consistência e muita inovação», finaliza Vítor Oliveira.

A Distrim 2 facturou, em 2005, dois milhões de euros, prevendo, para este ano, um acréscimo na ordem dos 25 por cento. A empresa emprega 47 pessoas e prevê contratar, para a nova unidade, mais 8 a 10 colaboradores.

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