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Empresas

Vidrexport investe em inovação e nichos de mercado

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A Vidrexport tem dez anos, as novas instalações quatro e o novo forno menos de dois meses. É com investimento em inovação e uma estratégia direccionada para nichos de mercado que a empresa procura vencer os desafios que a indústria de cristalaria enfrenta.

A concorrência é forte e desleal, e a subida dos custos com a energia não perdoa, revela Hermenegildo Santos, um dos dois jovens sócios desta empresa da Maceira, Leiria.

O forno tem um sistema de combustão cem por cento a oxigénio e a Vidrexport é a segunda empresa no país adoptar esta solução. Como tem um tempo de fusão mais rápido, consegue-se, num forno de menor dimensão (ou seja com menos investimento) e em menos tempo, um aumento da capacidade de produção em 50 a 60 por cento. Acresce a poupança energética de 7 a 10 por cento, e o facto de provocar menos emissões gasosas e ser mais silencioso.

Tendo em vista o alargamento do actual leque de clientes – hotelaria, decoração e iluminação – a Vidrexport decidiu avançar com a produção de pequenas séries de vidro automático, «a um preço competitivo o suficiente para se vender», adianta Hermenegildo Santos.

Para as grandes empresas fabricantes vidro de embalagem, a produção de pequenas séries não compensa e a Vidrexport encontrou ai uma oportunidade de mercado. Clientes? As caves que queiram comercializar uma pequena série de determinada bebida numa garrafa diferente, ou as empresas de cosmética que procuram pequenas séries de frascos de vidro para perfumes, explica o gestor.

É uma oportunidade que, a somar ao vidro soprado – que representa 40 por cento da produção total – e ao esforço para manter uma estrutura de custos reduzida – cerca de 75 mil euros por mês – permitirá à empresa olhar para o futuro com mais optimismo.

Aposta em automatização

Em relação ao resto, pouco há a fazer, nomeadamente à subida dos custos energéticos, à carga fiscal e ao acentuar da concorrência da Polónia, China e Turquia. «Temos de apostar em produto praticamente acabado na fabricação, que envolva menos mão-de-obra, porque é esse que conseguimos fazer com uma estrutura pequena», salienta.

Para reduzir a intervenção de mão-de-obra, libertando-a para outras áreas, a empresa vai investir 75 mil euros num robot que retira o vidro do forno e o coloca dentro do molde. O objectivo, salienta, não é reduzir pessoal, mas aumentar a produção e reduzir o seu custo unitário.

Com um investimento global de 250 mil euros e a abordagem de novos mercados a Vidrexport, que dá emprego a 30 pessoas, espera um pequeno acréscimo na facturação de 2005, que se cifrou em pouco mais de um milhão de euros. O mercado português representa apenas 25 por cento da facturação. O remanescente advém de mercados como Espanha, Inglaterra, Suíça e Dinamarca, estando a empresa neste momento a fazer contactos com a Suécia.

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