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Empresas

IAPMEI paga dívidas do agrupamento de empresas Vitrocristal

O IAPMEI está a efectuar o pagamento das dívidas a fornecedores da Vitrocristal, disse hoje à agência Lusa Jorge Sobral, administrador deste agrupamento complementar de empresas (ACE). Este responsável, nomeado administrador único do ACE em Junho último, admitiu que tem vindo a negociar a dívida com os fornecedores, propondo «uma redução no pagamento em 50 por cento».

O pagamento é depois assegurado pelo IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, «que foi o accionista (detém 30 por cento do ACE) a assumir a liderança deste processo», disse Jorge Sobral, esclarecendo que «a negociação é uma forma de minorar efeitos negativos, entre fornecedores nacionais e estrangeiros».

«Estamos a arrumar muitas das dívidas existentes», disse o administrador, não querendo precisar nem o número de credores nem o montante em dívida, apenas admitindo que este pode situar-se «ligeiramente acima dos cinco milhões de euros». Este valor «inclui as dívidas à banca, que são quase metade do montante, e as quais também estamos a negociar», adiantou ainda Jorge Sobral.

«As grandes dívidas nem são aos produtores de vidro»

Curiosamente, e em relação aos fornecedores, «as grandes dívidas nem são aos produtores de vidro», disse o administrador, esclarecendo que «há um conjunto largo de entidades relacionadas com o projecto de criação da marca (marinha grande mglass), na área da comunicação, design, publicidade e outras».
Globalmente, o passivo ascende a «cerca de seis milhões de euros», como já admitiu à Lusa Fernando Esperança, presidente da Associação dos Industriais de Cristalaria (AIC), estrutura que detém 56,55 por cento do ACE.

As dívidas do ACE e o falhanço do projecto da marca “mglass” começou a evidenciar-se após a demissão do último presidente, Carlos André, ocorrida a 31 de Maio de 2005. A Vitrocristal era responsável pela marca de vidro comum “marinha grande mglas”, que ganhou prémios internacionais e cujo projecto foi considerado por vários especialistas como um caso-estudo.

A saída do presidente e, posteriormente, do administrador indicado pelo IAPMEI, retirou quórum àquele órgão (que era constituído por três elementos), dificultando a actividade da Vitrocristal, que tinha dois armazéns e duas lojas, uma na Marinha Grande e outra nos Estados Unidos.

Encerramento de lojas e armazém

«A loja dos Estados Unidos foi fechada compulsivamente, devido a dívidas, e por cá foi encerrada a loja da Marinha Grande, bem como um armazém», disse o administrador da Vitrocristal, esclarecendo, no entanto, «que estão a ser respeitadas algumas encomendas, de clientes que pretendem repor stocks com a nossa marca».

A estrutura de pessoal da Vitrocristal também foi reduzida, desde 30 de Junho, tendo sido negociado a rescisão laboral com «nove trabalhadores, ficando apenas três pessoas no quadro», disse Jorge Sobral.
Este administrador, que foi anteriormente secretário-geral da AIC, diz desconhecer a intenção dos accionistas da Vitrocristal quanto ao futuro, mas admite que «alguns deles não deverão aceitar mais esta configuração de ACE».

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