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Empresas

Flatpak promete revolucionar mercado de embalagem

Ana Espada e Luís Vargas, designers industriais e Leonardo Rosado, engenheiro do ambiente, deram corpo à ideia que promete revolucionar o mercado de embalagem. Actualmente, o projecto vencedor do concurso de ideias de negócio Tecnoemprende da OPEN (Associação para Oportunidades Específicas de Negócio), encontra-se em fase constituição de empresa.

Rui Marques
rmarques@leiriaeconomica.com

A Flatpak é uma embalagem de plástico «que evita volumes de ar desnecessários, pois pode espalmar-se antes do enchimento e depois de usada, facilitando o transporte, a reciclagem e a colocação em aterro», revelou Ana Espada, ao Leiria Económica.

O sistema de fole plenamente colapsável em que assenta a ideia – que surgiu no seguimento do Mestrado em Engineering Design (MED), do Instituto Superior Técnico, frequentado pelos três – foi desenvolvido recorrendo a ferramentas computacionais de modelação geométrica e validada através de protótipos funcionais de diferentes tipos de embalagem e encontra-se patenteada.

O grupo identificou, desde logo, uma janela de oportunidade para uma embalagem com esta funcionalidade, ao constatar que na indústria embaladora existem algumas lacunas ao nível da logística, nas diversas fases do ciclo de vida do produto.

«Actualmente, quando o que está em causa são embalagens de plástico insuflado, muitas empresas continuam a transportar embalagens cheias de ar, principalmente nos segmentos de mercado não alimentar», revela a investigadora, adiantando que, numa fase inicial, são estas empresas que estão a ser contactadas.

Optimização logística: mais 24 embalagens no mesmo espaço

As embalagens Flatpack são produzidas em plástico insuflado, colapsadas numa configuração planar, seladas, empilhadas e transportadas até às instalações do embalador. Embora o seu custo seja semelhante ao das embalagens existentes no mercado, as embalagens Flatpak permitem optimizar os processos logísticos, quer no transporte, quer no armazenamento, sendo aí que reside a poupança para o cliente. Para uma embalagem de cinco litros, por exemplo, o rácio é de 1 para 24, ou seja, consegue-se arrumar 24 vezes mais embalagens no mesmo espaço.

No final do ciclo de vida da embalagem, a funcionalidade colapsável contribui, do mesmo modo, para optimizar a gestão dos seus resíduos, quer no processo de reciclagem (facilitando a vida ao consumidor), quer na deposição em aterro, um aspecto importante, atendendo a que a embalagem representa 30 a 40% do lixo produzido na União Europeia.

Mercado alvo: produtos de limpeza doméstica

Inicialmente, a Flatpak tem como mercado-alvo os produtos de limpeza doméstica, uma vez que as embalagens alimentares têm mais condicionantes e exigências normativas. Acresce ainda o facto de ser no segmento de produtos de limpeza que, devido aos polímeros empregues, é mais difícil fazer a compressão da embalagem, o que representa uma oportunidade à entrada da Flatpak neste segmento. A empresa não exclui, no entanto, a possibilidade de, a médio prazo, vir a produzir embalagens alimentares.

O Flatpak deverá chegar às prateleiras dos supermercados no primeiro trimestre de 2007, com um único produto de uma pequena pré-série de cem mil unidades, para testar a viabilidade económica do negócio. No entanto, a empresa tenciona adoptar uma estratégia multiproduto e multicliente, no sentido de atrair um cliente multinacional, como a Lever ou a Procter & Gamble, «um factor crítico para a expansão e internacionalização da empresa», revela.

Produção tendo em vista a exportação

Atendendo à dimensão do mercado português, a Flatpak está já a pensar na exportação. «As margens em produtos de baixo valor acrescentado são diminutas, pelo que só compensa produzir em grande escala», revela ainda Ana Espada. O plano de negócios prevê – para o primeiro ano, e considerando três produtos Flatpak – uma quota de mercado de 16,5% no mercado português e de 11,8% na Europa dos 25.

A Flatpak obteve o primeiro lugar no Prémio Ideia Inovadora do INOVA-Leiria, promovido pela Associação Nacional de Jovens Empresários, bem como no Prémio Inovação Ambiente, organizado pela DISPAR, um parceiro da Sociedade Ponto Verde, ligado às questões da distribuição na indústria embaladora.


Tecnologia empregue

O conceito de embalagem da Flatpak é compatível com a tecnologia existente, o que muda é o molde. A embalagem pode ser fabricada através de um processo comum, a extrusão – insuflação, e em polímeros correntemente usados nesta indústria.

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