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Actualidade

Mais de metade das lojas de mobiliário podem fechar

O forte abrandamento do consumo de bens duradouros também se faz sentir no sector do mobiliário. O presidente da Associação Portuguesa de Comércio Mobiliário, José Alberto Pescada, não esconde a preocupação e alerta para as «consequências sociais e humanas de uma situação que pode tornar-se dramática». Segundo o dirigente associativo, o volume geral de vendas nas lojas de mobiliário baixou mais de 60%.

José Alberto Pescada propõe a realização de uma reunião, aberta ao comércio e à indústria para, em conjunto, encontrar «alternativas para esta questão antes que ela se torne uma catástrofe», afirma citado em comunicado da associação.

A APCM pretende adoptar medidas como a abertura de um crédito garantido pela banca que permita aos lojistas renovarem a oferta de artigos que têm dentro de portas e dinamizar as vendas. José Alberto Pescada afirma tratar-se de uma medida «palpável que beneficia tanto as lojas como a indústria, como o próprio consumidor», mas que carece ainda de aprovação por parte da entidade bancária com quem a associação está a negociar.

Outra iniciativa que a associação está a preparar é um stock off gigantesco, de norte a sul do país, que as lojas podem aproveitar para venderem a preços de saldo restos de colecções. «Existem lojas com móveis armazenados avaliados em mais de 300 mil euros que estão imobilizados. Vamos fazer uma Semana do Mobiliário, com uma forte campanha de divulgação em todo o país para que as lojas possam escoar stocks antigos a preços de ocasião», afirma José Alberto Pescada.

O presidente da APCM adianta ainda que também estabeleceu contactos com o Cluster do Mobiliário, de quem diz ter recebido «todo o apoio possível para procurar soluções. Esta é uma situação que afeta todos os agentes do Setor e por isso deve envolver todos, de montante a jusante», esclarece.

O sector nacional do mobiliário é composto por cerca de 15 mil empresas, entre indústria e comércio, mais concretamente cerca de 2.500 fábricas e cerca de 12 mil lojas, que no conjunto empregam aproximadamente 50 mil trabalhadores.

Segundo a associação, o cenário é mais sombrio do lado do comércio do que da indústria, que pode virar-se para a exportação com maior facilidade do que as lojas.

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