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Empresas

Marinha Grande recebe investimento de três milhões na área dos moldes

Célia Marques

Constituída em Janeiro deste ano, a ANGG Indústria surge para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo único sócio, Pedro Guerra, no sector dos moldes, nomeadamente na Moldegama, empresa da qual foi director administrativo e financeiro. O investimento é de três milhões de euros e prevê a criação do «primeiro centro de investigação e desenvolvimento em ambiente fabril». Em causa está ainda a primeira unidade fabril totalmente auto-suficiente em termos energéticos – através de fotovoltaica – e o pioneirismo na certificação que permite homologar peças plásticas e moldes.

A unidade industrial, a inaugurar em Junho próximo, na zona industrial da Marinha Grande, vai desenvolver a sua actividade em três áreas distintas. Para além da investigação a realizar no núcleo de I&DT, e da produção de moldes e peças plásticas, a ANGG Indústria vai ter uma componente de prestação de serviços, que deriva do facto de ser «a primeira entidade portuguesa acreditada internacionalmente para homologação de peças de plástico e moldes metálicos», explicou Pedro Guerra ao Leiria Económica.

Homologação encurta prazos de recebimento

A certificação segundo a NP 4457:2007 vai permitir enviar as peças já homologadas ao cliente, encurtando assim o prazo de recebimentos, uma vez que deixa de estar dependente do seu ok técnico para receber o remanescente da factura. «Por vezes o cliente já esgotou o ciclo de vida do molde a ainda não enviou o ok técnico que dá origem à terceira fase do pagamento. É um forte constrangimento de tesouraria que fica resolvido com esta certificação», explica. Uma vantagem que fundamenta a previsão de que outras empresas de moldes e plásticos irão recorrer a esta prestação de serviços, uma componente que deverá representar, a médio-prazo, 30 a 40% da facturação da empresa.

O investimento total ascende a três milhões de euros (um milhão de euros afecto à área da investigação) e vai ser financiado em um milhão de euros por incentivos do QREN, resultado de diversas candidaturas apresentadas, nomeadamente no âmbito da internacionalização e certificação pela qualidade e ambiente, que receberam já aprovação. A ANGG tem ainda o project finance como fonte de financiamento.

Produção para o sector automóvel e médico

No que toca a mercados, Pedro Guerra afirma que a ANGG Indústria estará consolidada no sector automóvel, resultado da sua experiência anterior, pretendendo ainda entrar nas áreas da medicina, hospitalar e farmacêutica. Em qualquer das áreas de actuação, a produção será canalizada na totalidade para o mercado externo. Apenas a componente de prestação de serviços estará também vocacionada para o mercado interno.

O plano de negócios aponta uma facturação de 2 milhões de euros no primeiro ano de actividade, 3 milhões no segundo, 3,5 milhões no terceiro e 4,8 milhões a partir do quarto.

Actividades do Núcleo de I&D

O núcleo de I&D a instalar na unidade fabril é suportado pelo CDRsp – Centro de Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto – uma entidade do sistema científico e tecnológico nacional – e resulta de um protocolo público-privado firmado com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL). O centro contará com a permanência de cinco doutorados nas áreas de moldes e injecção de plástico daquele instituto.

Ao centro de investigação e desenvolvimento estão reservadas actividades de vigilância tecnológica e implementação de técnicas nas diversas áreas do ciclo de desenvolvimento e produção do produto plástico. Em causa estão a engenharia do produto (através de tecnologias baseadas em CAD 3D, prototipagem virtual, CAD háptico, simulação numérica e engenharia inversa) e a prototipagem rápida e fabrico rápido de ferramentas, que permitem testar, em condições reais, a montagem de peças e o seu desempenho em funcionamento. Nesta área serão utilizadas técnicas aditivas e subtractivas, além da técnica de injecção RIM para a obtenção de pequenas séries protótipo de peças funcionais.

O núcleo de I&D desenvolverá ainda actividades relacionadas com o projecto e fabrico de moldes – apostando na maquinação de alta velocidade – e com a homologação do molde e peças de plástico injectadas. No que respeita ao molde, o processo pretende assegurar a qualidade superficial das superfícies moldantes em termos de forma e rugozidade, a dureza e propriedades mecânicas e térmicas do molde, sendo emitido um relatório de controlo dimensional.

Percurso profissional

Pedro Guerra tem 37 anos, é formado em Gestão de Empresas pelo ISLA de Santarém, pós–graduado em Auditoria Interna e de Gestão, pelo INDEGISCTE e aluno do doutoramento na Universidade de Léon, Espanha, na área da gestão, estando fase de elaboração da tese.
É docente de cadeiras de mestrado e pós-graduações em diversos institutos e foi, até final de 2007, director administrativo e financeiro da Moldegama – Moldes Técnicos Lda.
Passou ainda pela PricewaterhouseCoopers (onde foi responsável por equipas de auditoria e assessoria de risco no âmbito do sector público e privado), foi sócio-gerente da Mota e Costa, Guerra & Associados, Lda, (auditora e consultora especializada no sector público), director de Sistemas de Inventário e membro do Comité da Qualidade da SIGHT Portuguesa, do Grupo SIGHT Internacional e sócio-gerente da Consulcôa – Consultores de Gestão.

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