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Empresas

Pêra Rocha nas escolas inglesas

Célia Marques
(Artigo publicado na Revista Leiria Global, editada pelo Jornal de Leiria e distribuída com a edição de 12/07/2007 do semanário)

Internacionalizar é fazer chegar a Pêra Rocha a todo o Mundo. A Granfer – empresa de Óbidos que produz e comercializa Pêra Rocha, Maçã Royal Gala, Pêssego, Nectarina e Ameixa – aposta na qualidade do produto e da sua apresentação.

A Granfer nasceu em 1986, vocacionada para a comercialização de fruta produzida pelos sócios da empresa e agricultores locais. A actividade exportadora teve início há 20 anos, representando hoje cerca de 80% do volume de vendas. Só de Pêra Rocha, são encaminhadas para o mercado externo mais de 8.500 toneladas por ano.

O Reino Unido assume-se como o melhor cliente – não só para a pêra, como para os outros frutos – seguindo-se o Brasil, que nos últimos anos se tem revelado um mercado forte para a pêra, e a Rússia, que representa o terceiro mercado da Granfer para este fruto. A produção de frutas da Granfer destina-se ainda a mercados como a Irlanda, França, Alemanha, Canadá, Holanda, Itália, Bielorússia.

Às condicionantes climatéricas – que influenciam a quantidade e a qualidade das frutas produzidas e vendidas – a empresa responde «com elevados parâmetros de qualidade», explica, salientando a certificação internacional da Granfer, reconhecida pelo Reino Unido (BRC), e certificação da produção agrícola em TNC (TESCO Nature’s Choice) e em EUREPGAP, que representam uma grande vantagem no mercado internacional. «A Granfer vende porque tem altos parâmetros de qualidade e uma boa relação qualidade/ preço», adianta Susana Silva, responsável pelo Departamento de Qualidade da empresa.

Hélio Ferreira, sócio-gerente da Granfer, critica o parco, ou inexistente, apoio às exportações e defende um maior apoio em feiras internacionais e missões especializadas no exterior. «O ICEP está a desenvolver um excelente trabalho nesta área, mas deveria ter muito mais verbas disponíveis para operações de marketing conjuntas com outros sectores de actividade alimentaria, como acontece noutros países, como Espanha e Itália», explica.

A entrada em novos países «é sempre muito difícil, porque Portugal tem pouca dimensão, o que obriga a fazer muito mais acções de marketing para dar a conhecer o País e os nossos produtos, que quase sempre são de muito boa qualidade», adianta.

Os mercados que a empresa considera mais viáveis já estão a ser explorados e a participação em feiras internacionais, como a de Berlim – considerada a maior feira internacional no sector da fruta – e a SIAL, em Paris – a maior feira de alimentos do mundo – revela-se uma preciosa ajuda.

Nova “estratégia” para escoar fruta de menor calibre

A fruta da Granfer marca presença nas principais cadeias de supermercados inglesas e nas escolas daquele país, através de um cliente que vende ao National School Fruit Scheme (NSFC), um programa escolar que prevê a entrega uma peça de fruta diferente em cada dia da semana, e que foi criado para incentivar o seu consumo junto das camadas mais jovens.

Atingir novos segmentos de mercado é um objectivo sempre presente, e que a empresa consubstancia através da melhoria do produto e diferenciação da sua apresentação. Desenvolver embalagens com frutos de calibre mais pequeno permite concretizar dois objectivos: atingir novos segmentos de mercado e escoar a fruta de calibre mais pequeno. Esta “linha infantil” marcará também presença numa das principais cadeias de supermercados portuguesas, já no início do próximo ano lectivo.


Ponto forte
Diferenciação pela qualidade e apresentação do produto.

Ponto fraco
Ter pouca quantidade face a outros mercados, devido à própria dimensão do país e da empresa, comparando com outros países europeus.

Oportunidade
A dimensão do mercado internacional, que representa poder crescer muitíssimo, desde que se tenha produto adaptado a cada mercado e se esteja atento às tendências do consumo.

Ameaça
As ameaças de não receber o valor das vendas são bastantes. É uma possibilidade que tem de ser muito bem contornada, porque é real!
A produção de frutas de outros países que competem directamente com Portugal

Linha directa com o governo
Mais empenho e apoio em feiras internacionais e marketing. Vamos a algumas feiras e sentimo-nos muito pequeninos e por vezes desacompanhados.

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