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Empresas

Chamartín quer investir 200 milhões em Leiria

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

A Chamartín Imobiliária pretende investir 200 milhões de euros e criar 2500 postos de trabalho directos na cidade de Leiria. Em causa está o projecto “Mais Leiria”, apresentado ontem, um dos três que na corrida ao concurso público para a construção do centro comercial, lançado pela autarquia. As contrapartidas para a Câmara ascendem a 74 milhões de euros, 37% do investimento total.

Como contrapartidas obrigatórias a Chamartín Imobiliária prevê a construção de um pavilhão multiusos, um novo mercado, um centro associativo, uma galeria cultural e um espaço público, que contempla diversos jardins, incluindo o da Almoinha.

NERLEI no topo Norte do estádio

No bolo das contrapartidas está ainda o topo Norte do Estádio, que será concluído e oferecido à autarquia, representando um investimento de 17 milhões de euros. Em causa estão 32 mil metros quadrados de escritórios, onde se pretende criar «um novo núcleo de negócios para a cidade», revela o comunicado do grupo.

A Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) poderá ser um dos candidatos a esse novo espaço de serviços, uma vez que o grupo manifesta intenção de demolir a actual sede da associação, para aí construir um parque verde. «A NERLEI poderá ser instalada no edifício do Estádio, uma hipótese que já acordámos com a associação», revelou Jaime Lopes, administrador do grupo proprietário dos espaços Dolce Vita.

Prazo de construção de 19 meses e quatro mil lugares de estacionamento

Enquanto contrapartidas facultativas, o Grupo oferece a relocalização do mercado do Levante, uma galeria cultural e a antecipação dos prazos de construção de dois anos para 19 meses. A proposta contempla também uma oferta de 1,2 milhões de euros em dinheiro.

No âmbito do projecto, a Chamartín Imobiliária disponibilizará três mini-autocarros ecológicos para permitir o transporte gratuito entre o centro histórico, a futura zona comercial e o pavilhão multiusos.

A proposta do Grupo contempla ainda a construção de quatro mil lugares de estacionamento subterrâneos, um acréscimo de 27% em relação ao total existente. Os dois mil lugares previstos para o centro comercial serão gratuitos, enquanto os restantes serão entregues à câmara que decidirá sobre essa matéria.

Centro comercial «integrado na paisagem»

No Dolce Vita Leiria, o centro comercial em causa, está previsto um investimento de mais de 100 milhões de euros. A unidade comercial proposta terá um Área Bruta Locavél de 43 mil metros quadrados, incluindo um hipermercado com 10 mil metros quadrados.

A preocupação foi criar um «edifício quase topográfico, de vários níveis, para que a sua integração no espaço [junto ao Estádio] e com o castelo fosse total», explicou o arquitecto Pedro Appleton, durante a apresentação do projecto.

O projecto pretendeu «dar continuidade à malha urbana comercial de Leiria que já existe no centro histórico», adiantou, salientando o enfoque no espaço público e nas pessoas. «Este é o melhor projecto que fizemos até hoje», acrescentou Jaime Lopes.

Pavilhão multiusos, «um edifício iconográfico»

Orçamentado em 21 milhões de euros e com capacidade para 5.300 lugares sentados, o pavilhão multiusos é um edifício iconográfico que permite abrir para o jardim, que passa assim a funcionar como uma plateia adicional para espectáculos que envolvam maior afluência de público.

Quanto ao Fórum Municipal, integra o novo mercado, o centro associativo e uma galeria cultural. Tratam-se de vários edifícios ligados por uma cobertura de vidro sobre o percurso pedonal que liga as duas praças a criar.

O projecto “Mais Leiria” do grupo Chamartin é da autoria da Promontório Architects e dos ingleses da BDP, autores do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa.

A Chamartín Imobiliária pretende investir 1250 milhões de euros até 2010.

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