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Empresas

Prejuízo da Leirisport recua para 2,8 milhões

Célia Marques

O prejuízo da Leirisport recuou, no exercício de 2006, para os 2,855 milhões de euros, face aos 4,054 milhões do ano anterior, revela o relatório e contas da empresa municipal. Os custos totais ascendem a 8,218 milhões de euros, enquanto as receitas se ficam pelos 5,363 milhões de euros. Do lado dos custos, as amortizações e juros pesam mais de 3 milhões, assim como os FSE (3,2 milhões), seguindo-se os custos com pessoal (1,3 milhões).

Os proveitos operacionais registam uma melhoria de 32% para os 4,404 milhões de euros, para a qual contribuiu o acréscimo de 12,3% das vendas e prestações de serviços, para os 403 mil euros, bem como dos subsídios à exploração, de 75,64 mil euros para 841,22 mil euros.

Indemnizações compensatórias representam mais de 50% da receita gerada em prestações de serviços

Dos 3,465 milhões de euros registados em prestações de serviços, 1,768 milhões respeitam a indemnizações compensatórias da Câmara de Leiria (onde se inclui a cobertura do défice de exploração, compensação por utilização do espaço por entidades; compensação de preço; actividades e contratos-programa do estádio), um valor que embora infimamente abaixo (0,39%) do registado em 2005 (apesar da empresa ter passado a gerir mais duas estruturas da autarquia), continua ainda a representar mais de 50% da receita gerada em prestações de serviços. Nas prestações de serviços inclui-se ainda a receita de bilheteira do estádio, que ascendeu a 621,7 mil euros.

Do lado dos custos operacionais, regista-se uma subida de 9,8%, resultado do acréscimo superior a 10% dos fornecimentos e serviços externos (para os 2,233 milhões de euros), apesar dos subcontratos (que respeitam em 90% ao contrato com a UDL) terem recuado perto de 38%, para os 742,7 mil euros, resultado da renegociação daquele contrato.

A subida dos custos operacionais justifica-se com o agravamento de rubricas como a conservação e reparação (de 49 para 838 mil euros, resultado da intervenção do parque de campismo do Pedrogão e restantes infra-estruturas sob gestão da Leirisport) e consumo de energia (mais 32,56%, para os 468 mil euros).

«Política de emagrecimento» gera resultados

Os resultados da «política de emagrecimento iniciada em Julho de 2005» estão patentes em rubricas como limpeza higiene e conforto (-32%), vigilância e segurança (-33%), publicidade (-69%), comunicações (-15,86%) e seguros (-12,54%), revela ainda o relatório. Este emagrecimento, a par com a subida das receitas operacionais, levou a uma melhoria de 70% no cash-flow operacional da empresa, que se cifra agora em cerca de –305 mil euros, uma performance que leva a administração a antecipar um cash-flow positivo para o exercício de 2007.

Os custos com pessoal, por seu lado, registam uma subida superior a 4%, para os 1,336 milhões de euros, resultado de contratações para as áreas da contabilidade, manutenção e informática e custo do novo elemento da administração.

Destaque ainda para a subida de 5% das amortizações, para os 2,182 milhões de euros, (fruto da aquisição de novos equipamentos e reclassificação do activo), e para os juros suportados, que embora tenham recuado quase 14% face ao ano anterior, pesam ainda 863 mil euros nas contas da empresa.

Além do Estádio a Leirisport gere outras infra- estruturas municipais, como três piscinas, seis pavilhões, um centro de lançamento (atletismo) e um parque de campismo.

Consulte aqui o relatório e contas

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