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Actualidade

Ludgero Marques e Rocha de Matos apelam à união entre associações

Devia existir uma única associação, representativa de todos os empresários, para dar mais força ao associativismo, disse Ludgero Marques, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), a semana passada em Leiria. O responsável, que falava no âmbito da quarta conferência subordinada ao tema «Os desafios das PME», organizada pela revista Invest/ISLA, disse ainda não reconhecer representatividade à Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) enquanto não tiver um empresário à frente.

Ludgero Marques revelou ter sido apresentada uma proposta de fusão entre a AIP, AEP e CIP, que não se veio a concretizar, porque a CIP recusou. «Este é o meu último mandato na AEP. Estou desiludido com a intervenção dos empresários no associativismo», afirmou.

Rocha de Matos, presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), deixou também um apelo à união entre associações, «para que se consiga pressionar e bater o pé, na defesa dos interesses dos empresários», explicou. «Temos 760 associações empresariais, a Bélgica tem 60», exemplificou.

Relativamente ao QREN, Rocha de Matos afirmou ter tido esperança que pudesse ajudar as PME, e lamentou que o poder político não esteja interessado em resolver os problemas da economia, mas os da Administração Pública. «O QREN deva ser para modernizar a economia. Às PME resta o associativismo, mas é preciso que se unam as associações», adiantou.

IDE não traz desenvolvimento a Portugal

O Investimento Directo Estrangeiro não é uma forma de trazer desenvolvimento a Portugal, afirmou Ludgero Marques, dando como exemplo o facto do Estado ter feito de tudo para trazer o Ikea para Portugal. «Foi instalá-lo em Paços de Ferreira, conhecida como a Capital do Móvel. Porque não encontrar uma forma de desenvolver uma grande empresa de mobiliário portuguesa, com dois ou três gestores competentes e todo aquele dinheiro. É preciso conhecer o contexto em que vivem as PME», afirmou.

Ludgero Marques referiu-se ainda à rigidez da legislação laboral, «que impede que as empresas com dez anos encontrem soluções de produtividade e tecnologia».

Quanto ao problema da formação, Ludgero Marques disse estar por resolver há 33 anos. «De que vale importar formação se não existe ambiente para a receber?», afirmou.

QREN: Administração Pública não devia receber um tostão

Convidado a comentar o facto da grande parte dos fundos do QREN se destinarem à formação, Ludgero Marques relembrou que os primeiros anos de formação com apoios comunitários «foram um desastre total». Referindo-se ainda ao QREN, o responsável disse ainda que a Administração Pública «não devia receber um tostão».

«Cada trabalhador da Administração Pública gasta 86 metros quadrados de gabinete. O Estado devia fazer como as empresas, vender património se fosse possível. Não há assunção de risco, nem ginástica, porque o dinheiro aparece», argumentou.

Ludgero Marques referiu-se ainda à importância de uma descida da carga fiscal, até porque «não é justo que andemos a pagar as ineficiências com impostos. Que os empresários sejam penalizados porque o Estado gasta mal o dinheiro», afirmou.

Exportações: governo deve incentivar a dimensão

No que respeita às exportações, o presidente da AEP salientou a importância do governo incentivar a dimensão, pois «só com massa crítica é possível exportar com consistência, o que muitas vezes não acontece porque as empresas portuguesas são individualistas». Segundo Ludgero Marques, «isso não se faz com dinheiro, mas com fusões e acordos complementares», porque «exportar é caro, exige bons catálogos e exposições bem feitas», explica.

Quanto ao Plano Tecnológico, Ludgero Marques deixou uma questão: «onde querem que se aplique? Nas universidades, ou nas empresas? É que as empresas não têm capacidade para o receber. Um político com experiência empresarial não faria o que estão a fazer», concluiu.

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