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Empresas

Inamol antecipa aumento da procura de plástico biodegradável

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

A Inamol – Indústria Nacional de Moldes, empresa do grupo Plasdan, sedeado na Marinha Grande, apresentou segunda-feira um equipamento que permite injectar, de uma só vez, plásticos biodegradáveis e fibras naturais como a madeira, ou o amido. O objectivo passa por antecipar o expectável crescimento da utilização de plásticos biodegradáveis, resultado da pressão legislativa nesse sentido e de uma maior consciência ambiental por parte do consumidor.

A inovação assenta no facto da unidade permitir fazer a composição e injecção dos plásticos biodegradáveis e fibras naturais em simultâneo, quando até ao momento o processo tinha de ser feito em duas fases.

Segundo um comunicado da empresa, o equipamento permite não só ganhar tempo, como minimizar os riscos de degradação dos materiais, cuja elevada sensibilidade térmica tem inibido a possibilidade de penetração em mercados de produtos de grande consumo. A moldação é feita a baixas temperaturas, entre os 160 e os 180 graus centígrados, de forma a evitar alterações nas fibras.

«A matéria-prima é cara e sensível. Com menos manuseamento fica mais protegida e registam-se menos perdas», explica Pedro Cortez, da Plasdan, um dos responsáveis pelo projecto.

Foco na indústria automóvel e de embalagem

A empresa apresentou como moldações protótipo uma caixa decorativa e um porta-luvas de automóvel, evidenciando alguns exemplos de aplicação da invenção. Os produtos são totalmente biodegradáveis, para além de apresentarem um aspecto e toque semelhantes à madeira.

Na mira estão, sobretudo, a indústria automóvel e de embalagem, registando-se já empresas interessadas, nomeadamente a Superfos, na área de embalagem, adiantou Pedro Cortez, ao Leiria Económica.

Segundo aquele responsável, o sistema de injecção desenvolvido tem a vantagem de ser modular, podendo ser acoplado a qualquer máquina de injecção que os fabricantes de plásticos já possuam, permitindo a sua entrada na área do biodegradável, com custos de produção competitivos.

Produto biodegradável envolve menor custo de reciclagem

Com o novo equipamento, o grupo Plasdan antecipa «o esperado aumento da procura de plásticos biodegradáveis, resultado da pressão legislativa no que respeita à obrigatoriedade de reciclagem dos materiais e utilização de tecnologia amiga do ambiente, mas também de uma maior consciência ambiental por parte do consumidor», explicou, adiantando que se «as peças forem biodegradáveis, o custo de reciclagem é menor, o que representa um incentivo à utilização destes materiais».

O equipamento foi desenvolvido no âmbito do projecto Greenmoulding, e resultou de uma parceria entre a Inamol, do grupo Plasdan, e o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) da Universidade do Minho.

O Greenmoulding, cujo desenvolvimento envolveu cerca de 600 mil euros, contou com o apoio do FEDER, no âmbito do Sistema de Incentivos à Realização de Projectos Piloto Relativos a Produtos, Processos e Sistemas Tecnologicamente Inovadores – DEMTEC.

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