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Actualidade

Cerâmica de Leiria marca presença em feira russa

Célia Marques

São três, as empresas do distrito de Leiria que vão participar nas feiras Heimtextil e Ambiente na Rússia, a convite da Associação Empresarial de Portugal (AEP). A Vale do Sol, Porcelanas de Portugal (Grupo Bonvida) e Matecerâmica têm presença assegurada naquela que será a primeira grande presença portuguesa em feiras russas.

Trata-se de um mercado «de grande dimensão, que está em crescimento, embora ainda esteja muito virado para dentro, pelo que é importante marcarmos presença lá», justifica António Alegre, director comercial da Porcelanas de Portugal, empresa do Grupo Bonvida, sedeado na Batalha.

Através da participação na feira de Frankfurt, António Alegre constatou que a receptividade aos produtos portugueses é positiva, e a presença naquele certame resultou até em visitas de alguns clientes oriundos da Rússia, «embora exista alguma dificuldade de comunicação», salienta. Esta missão tem a vantagem de disponibilizar um tradutor aos empresários, «uma preciosa ajuda para ultrapassar a barreira linguística», adianta António Alegre.

A Porcelanas de Portugal tem já alguns clientes, para o segmento de porcelana de mesa, em pequenas repúblicas soviéticas, como o Azerbeijão. O objectivo da participação na feira russa passa por «alargar esse leque de clientes», revela o director comercial da empresa.

Mercado de construção abre espaço à cerâmica decorativa e utilitária

Uma economia em crescimento, em que o nível de vida e o poder de compra das pessoas está a melhorar. É assim que Lídia Pato, directora-geral da Vale do Sol, caracteriza o potencial da região.

«O mercado de construção está em crescimento, o que significa que vai aumentar a procura de artigos de cerâmica tanto de decoração, como utilitária. Os russos estão com muita apetência para comprar produto ocidental. Reconhecem-nos qualidade, isso nota-se nas exportações de têxteis para aquele país. Os nossos colegas dos têxteis dão-nos referências positivas. Para além disso, é uma economia vizinha de outras economias que também são nossas potenciais clientes», explica.

A pesar na decisão de participar neste feira, esteve ainda o facto de ser organização da Messe de Frankfurt, em que depositam confiança, explica Lídia Pato.

Diversificar o mercado

Para a Matcerâmica, sedeada em Ourém, a presença neste certame insere-se numa estratégia de diversificação de mercado, para os mercados emergentes do Leste europeu. «A Rússia está historicamente muito ligada aos países novos, de onde começam a surgir clientes. O objectivo passa por estabelecer contactos naquele mercado, no sentido de tentar definir alguns distribuidores», explica Miguel Machado, director comercial da empresa.

Para este responsável, as feiras representam os principais pontos de promoção da oferta, onde se conseguem, de facto, concretizar negócios. «As feiras são um motor de promoção a custos acessíveis. Fizemos tentativas para angariar distribuidores através do ICEP e da Embaixada, mas não foram bem sucedidas. É tudo muito moroso», explica Miguel Machado.

Presença de Portugal no certame representa investimento de 400 mil euros

No total, são 22 empresários portugueses (19 do sector têxtil-lar e três do sector da decoração) que a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai levar, em Setembro próximo, a participar nas feiras Heimtextil e Ambiente na Rússia. A presença vem no seguimento da missão empresarial promovida o ano passado, revelou a directora da área de internacionalização e promoção externa da AEP, Maria Helena Ramos, à Agência Lusa.

O mercado russo tem revelado uma «grande apetência por artigos de design de qualidade e dos mais modernos da indústria europeia. Através da feira, os empresários portugueses podem, embora numa fase ainda bastante exploratória, ter acesso a variadas oportunidades de negócio», explicou à Lusa Maria Ramos, directora da área de internacionalização e promoção externa da Associação Empresarial Portuguesa.

Trata-se, segundo aquela responsável, de um mercado muito complexo, pelo que os empresários portugueses têm ainda que «perceber quais os canais disponíveis na economia russa e de que forma é que eles funcionam».

A presença portuguesa na Rússia representa um investimento de 400 mil euros e conta com o apoio do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (PRIME).

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