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Empresas

Construtora Abrantina coloca 28% dos trabalhadores em ‘layoff’

A Construtora Abrantina (CA) vai colocar 81 trabalhadores em ‘layoff’, correspondentes a 28 por cento do seu efetivo laboral, o que está a suscitar receios entre os trabalhadores quanto ao futuro da empresa.

A intenção de recorrer ao ‘layoff’ foi comunicada pela empresa numa reunião com a comissão de trabalhadores (CT) a 08 de novembro. O processo decorre dentro dos trâmites e prazos legais, de acordo com a assessoria de imprensa, não havendo ainda, por isso, uma data definida para o seu início.
Um funcionário disse à Agência Lusa que receia que este seja o passo que antecede o despedimento coletivo e o processo de insolvência.

Aqueles 81 trabalhadores da CA, que emprega cerca de 290, vão ser forçados a uma paralisação a tempo inteiro durante seis meses, recebendo apenas dois terços da componente fixa da remuneração e perdendo a parte variável – subsídios de alimentação, transporte e outras componentes – o que, segundo aquele funcionário, representa uma perda de quase meio salário para os trabalhadores.
O ‘layoff’ é extensível a diferentes áreas da empresa e regiões do País.

Em declarações à Agência Lusa, Pedro Carvalho, assessor de imprensa do Grupo Lena, que integra a CA, explicou que a decisão “visa a viabilização num contexto económico adverso, sobretudo para o setor da construção civil” e que “compreende a insegurança dos trabalhadores”. Estes, por sua vez, receiam estarem perante um processo para adiar o despedimento coletivo e poupar nas consequentes indemnizações.

“Quando entrar em vigor a nova lei do despedimento coletivo, a empresa vai poder pagar indemnizações mais baixas”, disse à Agência Lusa um dos trabalhadores, sob anonimato.

Este minimiza a capacidade de a medida contribuir para a viabilidade da empresa, uma vez que, de acordo com os números que referiu, o passivo se situa nos 280 milhões de euros e o que a CA vai poupar em encargos com pessoal ronda apenas os 400 mil euros.

Pedro Carvalho garantiu, no entanto, em declarações à Agência Lusa, que a empresa estima poupar “pelo menos o dobro” com o ‘layoff’, apontando para 800 mil euros.

O trabalhador contrapõe porém que o processo permite reduzir custos, ao manter no ativo apenas os trabalhadores necessários para concluir os trabalhos em carteira. Mas a sua previsão de que estes trabalhos se esgotem “em dois ou três meses” leva-o a recear que, perante a falta de encomendas e projetos, “o que espera os funcionários da Abrantina dentro de seis meses é o desemprego”.

Apesar de as operações internacionais representarem “mais de 50 por cento da faturação”, o trabalhador afirma que ir para o estrangeiro é hipótese pouco provável para os operários, uma vez que os contratos têm geralmente associadas cláusulas que estipulam que a maioria dos empregados devem ser recrutados no país onde se realiza a obra, e que são geralmente “quadros superiores”, como engenheiros e arquitetos, que integram a força de trabalho nacional, que se deslocam para esses países.

O assessor do Grupo Lena garantiu, no entanto, que a transferência para projetos no estrangeiro é uma possibilidade e sublinhou que a CA tem “muitos exemplos de trabalhadores de perfis diferenciados a trabalhar no exterior”.

O funcionário da CA contactado pela Agência Lusa duvida que os projetos fora do País tenham capacidade para absorver os colocados em ‘layoff’, até porque entre o pessoal administrativo afetado pela medida se encontra a maioria do departamento comercial, que gere a angariação de empreitadas, assim como a orçamentação dos custos associados.

Os funcionários dos escritórios em Lisboa terão inclusivamente sido convidados a mudar-se para a sede do Grupo Lena, em Leiria, sem ajudas de custo, o que por isso mesmo, de acordo com fonte da CA, levou à rejeição do convite.

“O objetivo é reduzir o quadro de pessoal, fechar o escritório de Lisboa e concentrar tudo em Leiria”, disse a mesma fonte.

Pedro Carvalho, sobre isto, admitiu apenas que a empresa quer promover a concentração de determinados setores comuns ao grupo, “que podem funcionar como áreas de suporte” para várias empresas, em vez de só para uma.

A generalização desta concentração de serviços é uma das preocupações que consta de uma carta da CT à administração, a que a Agência Lusa teve acesso, onde se pedem informações sobre situação financeira, encomendas, relações com clientes e credores e negociações com a banca relativas ao passivo, se contesta a forma como foram selecionados os trabalhadores abrangidos pelo ‘layoff’ e questiona a capacidade da empresa assegurar o normal funcionamento com os trabalhadores que permanecem ativos.

LE com Lusa

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