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Actualidade

Vieira da Silva falou dos pilares da recuperação e de desafios dignos de um «Nobel da Economia»

Célia Marques

Portugal precisa de uma recuperação assente em três dimensões fundamentais: na recuperação dos níveis de investimento que a crise veio prejudicar; no reforço das exportações e na redução da dependência face ao exterior em áreas críticas como a energia. As palavras foram proferidas terça-feira, pelo ministro da Economia, Vieira da Silva, num encontro promovido pela CFAMOL, que reuniu também os ex-ministros Manuel Pinho e Mira Amaral.

«Refiro-me ao investimento das empresas, e que por isso precisam de ser apoiadas, mas que o Estado também não pode deixar de fazer, desde que contribua para a modernização da economia e qualificação da sociedade portuguesa», explicou o ministro, referindo-se ao primeiro ponto enumerado.

Relativamente ao reforço das exportações, Vieira da Silva defendeu a importância do alargamento da base exportadora «porque pouca empresas estão no comércio internacional de forma ofensiva», do aumento da qualidade dos produtos exportados e do alargamento de mercados para zonas em grande crescimento. «O mercado ibérico é importante, mas não pode ser o único, senão teremos sérias dificuldades», explicou, referindo-se ainda importância de uma «nova diplomacia económica».

PME com papel «decisivo» na recuperação

Quanto ao papel das PME, Vieira da Silva considera-o «decisivo» e defendeu que no contexto de recuperação «as políticas públicas têm de promover a cooperação em áreas decisivas como o esforço de capitalização das empresas», que se encontram na «excessiva dependência de capitais externos» e o financiamento «numa lógica patrimonial».

«Tenho duas ou três ideias que me animam como visão de futuro: precisamos de voltar a uma valorização da produção de bens e serviços na nossa economia, com mais competitividade e capacidade de afirmação no mercado externo; temos de reforçar a capacidade de atrair e fixar investimento, e precisamos de uma sociedade e de uma economia que valorizem mais as nossas qualificações», enumerou, acompanhando este último aspecto com números que dão conta da evolução da escolaridade em Portugal nas últimas décadas.

Desafio digno de um «Nobel da Economia»

A revisão em alta das perspectivas de crescimento económico para este ano por parte do FMI mereceram também o comentário do ministro da Economia, bem como as recomendações emitidas no sentido das economias continuarem a precisar do apoio do Estado para crescer, e dos governos não deverem descurar a correcção dos desequilíbrios das finanças públicas, uma conciliação digna de um «candidato a um Nobel da Economia», comentou Vieira da Silva.

«Precisamos de ter a coragem de manter em 2010 um quadro de estímulo à actividade económica, em que o Estado se comprometa a ajudar as empresas, mas de forma sustentável e responsável porque é preciso manter a credibilidade externa do nosso país [no que se refere às contas públicas], senão os custos de financiamento da Economia serão agravados», alertou o ministro, explicando ser aquela a mensagem principal do orçamento de Estado para 2010.

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