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Actualidade

Angola planeia trocar produção de etanol por açúcar

O investimento em energias renováveis em África, em 2008, permaneceu baixo, com Angola prestes a desviar a produção do etanol para o açúcar e Moçambique em vias de ser preterido à vizinha Tanzânia, refere um relatório das Nações Unidas, revela a Lusa.

Em África, o investimento no sector das renováveis ficou-se pelos 0,78 mil milhões de euros no ano transacto, o que, ainda assim, representa uma subida de 10% face a 2007, sublinha o relatório “Tendências Globais sobre Investimento em Energias Sustentáveis 2009”.

O documento salienta que se notaram, em 2008, avanços nas políticas governamentais e alguma actividade a nível do investimento nas renováveis um pouco por todo o continente africano.
No entanto, na África subsariana, e apesar de a ajuda oficial ter crescido nos últimos anos, são necessários mecanismos de financiamento externo para reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida, pelo que o desenvolvimento das renováveis não é uma prioridade.

Em Angola, o grupo industrial brasileiro Odebrecht montou uma fábrica de processamento de cana-de-açúcar e planeia desviar a sua produção do etanol para o açúcar quando começar a laborar, no final do próximo ano. A empresa plantará a primeira colheita em Maio-Agosto e vai colhê-la em Setembro-Dezembro de 2010.

Quanto a Moçambique, poderá ser ultrapassado pela vizinha Tanzânia, uma vez que, em Setembro de 2008, o grupo Cams, com sede no Reino Unido, e o produtor e distribuidor de etanol sueco SEKAB, revelaram o seu interesse neste país, que possui bom solo, infra-estrutura de transportes e o clima de investimento certo para desenvolver uma indústria de biocombustíveis estável.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente regista ainda que o interesse crescente em energias sustentáveis na África do Sul tem tido um efeito positivo nos países vizinhos.

Enquanto a África do Sul tem apenas 8,7 milhões de hectares de terra adequada a cultivos com vista a biocombustíveis, Moçambique e Angola têm, respectivamente, 31,1 mil milhões e 22,1 mil milhões de hectares classificados como “muito adequados” ou “adequados”.

LE com Lusa

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