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Empresas

Paravenda.net afirma-se como loja online gratuita para empresas

Ricardo Rodrigues

A Bigmall, instalada na incubadora D. Dinis, em Leiria, é um arrojado projecto empresarial, responsável pelo site www.paravenda.net, um centro comercial virtual, onde as empresas podem colocar, gratuitamente, os seus produtos à venda. À conquista de um número crescente de consumidores online.

Ao associar-se ao portal, o lojista recebe uma password que lhe permite introduzir informação e imagens dos seus produtos online. Mas a Bigmall disponibiliza outras ferramentas de ajuda às empresas, explica João Vaz, o mentor do projecto. «Auxiliamos, na retaguarda, as empresas que nos consultam, com dicas e truques que ajudam a vender online. Por exemplo, sugestões para que os seus produtos apareçam logo na primeira página do Google. O comércio electrónico não é só tecnologia. É preciso assumir toda uma filosofia da venda online e dedicar atenção a este canal», afirma.

Para dar suporte ao lojista, ou ao cliente, o portal disponibiliza um chat de conversação, através do qual são esclarecidas eventuais dúvidas.

O lojista que se associa ao projecto não suporta qualquer custo de adesão, nem mensalidades, pode introduzir um número ilimitado de produtos, e coloca ainda à disposição do potencial cliente um sistema de pagamentos VISA. Um conjunto de serviços assente numa plataforma cuja segurança e credibilidade estão acreditados pela Associação do Comércio Electrónico de Portugal (ACEP).

A segurança e a credibilidade do site foram, de resto, as principais preocupações de João Vaz no desenvolvimento do projecto. «Sabia que era fundamental que os clientes se sentissem seguros relativamente ao que iam ver e comprar», justifica.

Como na compra online a entrega assume especial importância, João Vaz introduziu no portal uma ferramenta de logística integrada, que permite a rápida entrega dos produtos ao comprador. Trata-se de uma ligação directa com aos CTT Expresso, que é activada assim que é processada a encomenda. Por norma os portes ficam por conta de quem compra, mas existem já algumas empresas que preferem incluir este custo no preço final do produto. O serviço é rápido. Se a encomenda for feita até às 15 horas, os CTT vão buscá-la ao lojista no próprio dia. «Por vezes os CTT são tão rápidos, que chegam à empresa vendedora para recolher o produto e este ainda não está embalado», comenta.

Comissões são única fonte de receita

Uma vez que o Paravenda.net não tem custos de adesão, nem mensalidades, as comissões sobre as vendas representam a única fonte de receita do site. Está definido um escalonamento de comissões, que tem por base um valor fixo para publicitar o produto no Google – o meio que, segundo João Vaz, tem oferecido maior retorno – e uma comissão variável que ronda os 2% para produtos de preço mais elevado e 10 a 12% para produtos de preços mais reduzidos. A percentagem de comissão tem ainda em atenção as margens praticadas no sector em causa, e o lojista tem a vantagem de poder recorrer a um simulador instalado no site, que lhe dirá, de antemão, qual a comissão que irá de pagar por cada um dos seus produtos que forem vendidos no Paravenda.net.

Apenas as instituições de solidariedade social não pagam comissões pela venda dos seus produtos, uma forma que o Paravenda.net encontrou para materializar a sua política de responsabilidade social.

Livros no top de vendas

Os livros e artigos para bebés estão no top de vendas, que é liderado pelas banheiras para recém-nascidos. Embora receptivo a um alargado leque de produtos – patente na presença de canais como informática, multimédia, bebé, saúde, desporto, viagens e artesanato – o Paravenda.net privilegia produtos inovadores e originais, que não se encontrem facilmente à venda noutros locais. São exemplo as “molas saltitantes” (Upwing’s) para os pés, artigos de modelismo, ou a bola de lavagem ecológica sem detergentes, composta por cerâmicas naturais e imanes, que assegura mil lavagens de roupa. Excluídos estão todos os produtos que possam descredibilizar a imagem do site, adverte o responsável.

O objectivo não passa por dar visibilidade a quem já a tem, mas por ajudar as empresas a alargar o seu mercado, através da divulgação e venda dos seus produtos, de forma cómoda e rápida, explica ainda o mentor do projecto.

O conceito do Paravenda.net mereceu até agora a aprovação de 42 empresas, sobretudo das regiões de Leiria, Porto e Lisboa, que elegeram o portal para vender os seus produtos.

Quanto aos compradores, situam-se sobretudo na faixa etária entre os 30 e 45 anos, e têm assegurado ao Paravenda.net mais de uma encomenda por dia – o patamar mínimo definido por João Vaz para que o site fosse rentável – sendo o sábado o dia que regista mais encomendas.

O objectivo passa por ganhar massa crítica, mas João Vaz não exclui a possibilidade de, futuramente, ceder uma quota a uma grande empresa, «que tenha recursos para investir na promoção que um site desta natureza exige», concluiu.

Quem é

João António Vaz é o responsável pelo inovador projecto, que envolveu um investimento de cerca de 100 mil euros e dois anos de desenvolvimento. A actividade de formador em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) – e o conhecimento adquirido na área do comércio electrónico – deram origem à ideia e aos recursos financeiros necessários ao desenvolvimento do Paravenda.net.

João Vaz, um jovem empreendedor natural de Valpaços, estudou Economia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas afirma que não é economista, nem gostaria de ser. Especializou-se em marketing via internet e comércio electrónico e assume o gosto pela formação na área de tecnologias da informação e comunicação, que ministra em locais como a ANJE e o Ministério da Economia.

Assumindo-se como um criativo, João Vaz foi eleito, o ano passado, como um dos cem jovens empreendedores de Portugal no âmbito do prémio Leaders QUEST 2008.

Para além do gosto pela formação, aprecia a leitura de livros técnicos, a descoberta de novos mundos através da internet e o geocaching (localização de objectos através de receptores de GPS).

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