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Actualidade

Miguel Sousinha acusa governo de ter mentido

A Região de Turismo Leiria/Fátima, «repudia e contesta a forma como todo este processo da reorganização do turismo regional foi conduzida», afirmou ontem Miguel Sousinha, presidente da entidade que fica agora dividida em três, durante uma conferência de imprensa.

«Este Decreto-lei é um embuste, uma falácia, não serve o sector do turismo, não reorganiza o território de forma coerente, destrói marcas de turismo prestigiadas e construídas eficazmente ao longo dos anos, governamentaliza as novas estruturas, destrói o investimento efectuado ao longo de muitos anos na promoção dos territórios. Esta foi mais uma matéria que foi tratada de forma leviana, sem ter em conta os impactos nas vidas das pessoas e das empresas deste sector», afirmou.

Miguel Sousinha afirmou ainda não estar contra a criação das áreas regionais, mas contra a incoerência que está subjacente ao Decreto-lei na definição destas novas áreas, em detrimento de um dos o principais circuitos turísticos existentes em Portugal como é o caso de Óbidos, Nazaré, Alcobaça, Batalha, Fátima e Tomar. «Esta questão essencial leva-me a afirmar, que numa lógica turística, este Decreto-lei deveria era valorizar esta coroa patrimonial e espiritual existente conforme definição já existente no âmbito do PROT OVT», revelou.

«Falamos de Turismo, nada desta reorganização tem a ver com o Turismo e muito menos com a defesa desta actividade económica que tem sabido dar os seus passos e caminhar rumo ao desenvolvimento económico do país»

Miguel Sousinha acusa governo de ter «mentido aos portugueses»

Miguel Sousinha acusa mesmo o ministro da Economia, Manuel Pinho e o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, de terem «mentido aos portugueses». «Não foram criadas 5 novas entidades, mas o dobro (…) e ainda mais duas possíveis para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto», explica.

«As Regiões de Turismo apresentaram uma solução de 7 Regiões para a reorganização do território, baseado numa lógica de produto turístico consolidado que contribuía para uma melhor organização turística que não foi aceite pela Secretaria de Estado do Turismo», explica, salientando que «se o interesse era reduzir, porque depois aparecem 12?!».

O Decreto-lei agora aprovado «retira competências aos actuais órgãos regionais e esvazia de conteúdo estas entidades sem quaisquer competências. O decreto-lei deixa bem claro que o que se pretende são entidades governamentalizadas, sujeitas ao dirigismo do poder central», explica, adiantando que um exemplo desse dirigismo reside no facto do secretário de Estado do Turismo escolher as sedes das novas entidades.

«Em turismo a massa critica deve aferir-se por indicadores quantitativos»

«Em turismo a massa critica deve aferir-se por indicadores quantitativos, e existe um que é bastante exemplificativo, o número de dormidas», explicou Miguel Sousinha, referindo-se a declarações do secretário de Estado do Turismo, ao afirmar que «a redução do número de Regiões de Turismo, de 19 para 5, permite criar entidades com massa crítica e que dá cobertura a todo o território continental»,

«A nova Área Regional do Alqueva em 2006 gerou cerca de 25522 dormidas. Os dados não são meus, são os dados oficiais do OE, o Oeste gerou 620.682 dormidas, a Serra da Estrela gerou 392.180, nestes dados a Região de Turismo Leiria/Fátima gerou 1.165.203 dormidas, ou seja, estas três entidades no seu todo são inferiores ao número de dormidas geradas por esta Região que agora é claramente “arrasada” com este novo figurino», exemplifica.

Miguel Sousinha termina com um pedido dirigido aos deputados do distrito de Leiria e de Santarém, no sentido de uma «intervenção na defesa daquilo que é um dos sectores mais dinâmicos da economia portuguesa, de forma a corrigir um erro de quem, na realidade, não conhece verdadeiramente o território nem este sector e não sabe o que anda a fazer».

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