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Actualidade

UE e China acordam «duplo controlo» das exportações têxteis

A União Europeia (UE) e a China acordaram sexta-feira a aplicação de um sistema de «duplo controlo» das exportações chinesas que entrará em vigor em Janeiro de 2008, anunciou hoje a associação portuguesa do sector.

Em declarações aos jornalistas à margem do encontro informal do Comité 133, que termina quarta-feira no Porto, o presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal adiantou que o acordo deverá ser formalizado até 15 de Outubro e permitirá «vigiar» as exportações chinesas, que ficarão totalmente liberalizadas no final deste ano.

Com o fim do acordo transitório UE/China, conseguido em 2005 para travar a «invasão» dos têxteis chineses em resultado da liberalização do comércio têxtil mundial esta foi a «solução possível», referiu Paulo Nunes de Almeida, lamentando contudo que não se tenha conseguido o prolongamento do acordo até 2008 e a inclusão de mais categorias.

Acrodo prevê vigilância das exportações chinesas

A implementação do sistema de «duplo controlo» implicará que em oito das 10 categorias que foram até agora abrangidas pelo acordo transitório continuará a haver uma vigilância das exportações chinesas.

Este sistema de vigilância da UE – que obrigará a que todos os produtos exportados pela China nas respectivas categorias sejam acompanhados por um documento emitido pelas autoridades chinesas – permitirá um acompanhamento de todo o processo para que, em caso de necessidade, sejam accionadas cláusulas de salvaguarda ou medidas anti-dumping para uma determinada categoria, explicou.

A Portugal interessa este acordo, referiu, na medida em que as categorias abrangidas ainda representam uma forte quota da produção nacional de têxteis e vestuário, fazendo com que o país esteja ainda muito exposto aos riscos de uma liberalização total dos mercados.

O Comité 133 Têxtil depende do Conselho da UE e é constituído por um representante de cada Estado-membro, mais um representante da Comissão, com vista à discussão política e comercial para os produtos têxteis e vestuário.

Sector têxtil e vestuário português «em permanente modernização»

A reunião serviu, de acordo com Paulo Nunes de Almeida, como uma «excelente oportunidade» para se demonstrar que o sector têxtil e vestuário português «se encontra em permanente modernização, enfrentando e vencendo os difíceis desafios que lhe são colocados e, face aos quais, certamente, outras actividades económicas já teriam vacilado».

«Não existe hoje nenhuma empresa têxtil e de vestuário em Portugal que não compreenda a indispensabilidade da incorporação dos chamados factores críticos de competitividade, como o design, o marketing, a inovação tecnológica, a logística ou a distribuição», frisou o presidente da ATP.

Para Paulo Nunes de Almeida, estes factores são assim fundamentais para subir na cadeia de valor, ganhar proximidade ao cliente e ao consumidor final, alargar margens e «fugir à concorrência destrutiva dos preços e dos produtos básicos e indiferenciados».

De acordo com os dados da ATP, a indústria têxtil e do vestuário portuguesa representa 12% das exportações nacionais, 25% do emprego, 9% do volume de negócios e 10% da produção da indústria transformadora.

LE com Lusa

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