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Empresas

Paixão pela pintura e cartografia

Célia Marques

(Entrevista publicada na Revista das 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

O gosto pela arte surgiu do convívio com amigos ligados às artes plásticas, quando decorria o ano de 1955 e Carlos Vieira residia em Aveiro. Mais tarde, seriam as tertúlias da Escola de Arte, no Magestic e Palladium, no Porto, a alimentar o interesse pela pintura.

Os primeiros quadros vieram por mão dos amigos e sob a forma de presente de casamento.
Quando veio para Leiria, para inaugurar as instalações da Volvo, Carlos Vieira passava os serões em casa do presidente da Comissão Regional de Turismo, e foi nessa altura que começou a comprar as colecções do Jorge de Brito.

A pintura…

As poupanças eram canalizadas para obras de arte e o primeiro quadro de maior relevância que comprou é da autoria do pintor leiriense Lino António, uma tela de dois metros e meio por dois metros, representando os pescadores da Nazaré. Foi há 26 anos e envolveu um investimento de 250 contos, pagos a prestações.

Outros se seguiram: uma tela de Souza Cardoso, por 200 contos, um Vieira da Silva e uma serigrafia prova de autor de Salvador Dali – numa edição limitada de apenas 30 cópias – e outra de Picasso. Júlio Resende, António Soares, Cargaleiro e José Guimarães são outros autores que integram o espólio do empresário, que conta 50 quadros de «maior relevância».

Carlos Vieira aprecia vários géneros de pintura, «desde que tenha equilíbrio», e por isso é também um apreciador de Nadir Afonso.

… e a cartografia

«Um homem de paixões», é como se descreve, e cartografia é outra delas, consequência do gosto, e aprofundamento, da temática dos Descobrimentos portugueses. «A dúvida se Cristóvão Colombo seria, ou não, português levou-me a estudar a cartografia da altura», afirma Carlos Vieira, que hoje reúne mais de 50 mapas originais, a que somam cerca de dez livros de mapas de pequenas tiragens. Mapas portugueses, ou ibéricos, que aprecia pelo seu contexto histórico, perfeição e raridade.

É a história de uma colecção que o presidente da Auto-Sueco Coimbra gostava de ver preservada numa fundação.

Foto: Cartografia original do século XVIII. Reprodução da ocupação romana na Península Ibérica

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