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Empresas

Leiria na mira do Consórcio Ventonorte

O consórcio Ventonorte, liderado pela Enel e Unión Fenosa, propõe-se construir duas fábricas de componentes para energia eólica em Estarreja, Vagos ou Leiria. O consórcio já estabeleceu contratos condicionais com os municípios em causa para a localização das duas fábricas, que será determinada durante o período da negociação com o júri, revela a agência Lusa.

O presidente do consórcio, Miguel Antoñanzas, justificou a escolha destas três localidades com o facto de terem parques industriais desenvolvidos, com infra-estruturas e mão-de-obra qualificada, e com a proximidade dos futuros parques eólicos e do porto de Aveiro.

O líder do consórcio estima que cerca de metade da produção em Portugal seja para exportação, afirmando que o objectivo é tornar o país na plataforma de produção para o mercado europeu.
O investimento industrial, directo e indirecto, através da construção de uma fábrica de pás de rotores e cone e outra de torres, ascende a 62,6 milhões de euros e permitirá a criação de 842 postos de trabalho directos e 424 indirectos.

As duas unidades industriais vão ocupar numa primeira fase uma área de 75 mil metros quadrados, mas futuros projectos de expansão podem chegar aos 180 mil metros quadrados.

A unidade de produção de pás de rotores e de cones vai ter três linhas de produção com tecnologia de ponta e terá capacidade para produzir 6 conjuntos de pás de rotores por semana, num total de 220 por ano. A unidade vai produzir ainda cerca de 200 cones do nariz por ano, empregando 350 pessoas.

A unidade de fabrico de torres vai ter apenas uma linha de produção com capacidade mensal para produzir 20 torres com 80 metros de altura, num total anual de cerca de 200 torres. Esta unidade vai empregar cerca de 386 trabalhadores.

O consórcio prevê que o valor acrescentado bruto (VAB) dos componentes produzidos em Portugal seja de 65%.

Energia Eólica: resultado do concurso ainda no primeiro semestre

O consórcio Ventonorte, que apresentou propostas para as fases A e B do concurso para atribuição de potência eólica lançado pelo governo, prevê investir no total 1.564 milhões de euros se conseguir uma potência de 1.200 megawatts (MW).

Para a instalação de 15 parques eólicos, predominantemente, no norte do país, o consórcio prevê um investimento de 1.466 milhões de euros para uma potência instalada de 1.200 MW.

Miguel Antoñanzas espera que o júri do concurso tenha uma resposta ainda no primeiro semestre deste ano, afirmando que o consórcio Ventonorte deverá ser o vencedor do concurso por ter a proposta industrial «mais forte, a mais diferenciada e a que envolve empresas lideres» no sector.

Como pontos fortes, o presidente do consórcio refere a capacidade industrial à escala internacional, através da Suzlon, e o valor estratégico do projecto industrial, uma vez que a Suzlon quer estabelecer em Portugal a sua primeira unidade de produção para a transformar numa plataforma de expansão a nível europeus.

O consórcio é detido a 64% pela Eufer (Enel Unión Fenosa Renovables), a 27% pela alemã WPD, a 4% pela portuguesa Enervento e a 5% pela empresa indiana Suzlon.

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