Rebeldes no Iêmen rejeitam pedido da ONU para libertar navios

Rebeldes no Iêmen rejeitaram no sábado um pedido do Conselho de Segurança da ONU para a libertação imediata do navio com bandeira dos Emirados apreendido no Mar Vermelho, dizendo que o barco estava carregando armas.

Em 3 de janeiro, os rebeldes houthis, que controlam grandes áreas do território iemenita, tomaram o barco Rawabi Ao largo da região de Hodeidah, no oeste do país, está em guerra desde 2014.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos denunciaram o ato de “pirataria”, já que esses dois países vêm interferindo militarmente no Iêmen desde 2015 para apoiar a força contra os houthis, apoiados pelo Irã, o maior rival regional de Riad.

Segundo o funcionário do governo da oposição, Hussein Al-Ezzi, citando a TV Al-Masirah Al-Houthi, “o barco pertence a um país que está participando da agressão contra nosso povo. […]. Ele entrou em nossas águas territoriais em violação do direito internacional”.

“O navio não contém datas e jogos para crianças, mas sim armas destinadas a grupos extremistas”, explicou.

O funcionário acrescentou que a declaração do Conselho de Segurança “não tem nada a ver com as leis, a liberdade de navegação ou a segurança dos barcos”, acusando o conselho de “solidariedade com assassinos e infratores”.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança pediu por unanimidade a liberação “imediata” do navio e de sua tripulação. A declaração, redigida pelo Reino Unido sob pressão dos Emirados Árabes Unidos, enfatizou “a importância da liberdade de navegação no Golfo de Aden e no Mar Vermelho”.

Os sauditas alegam que o barco contém equipamentos destinados à construção de um hospital no arquipélago iemenita de Socotra, controlado por separatistas do sul do Iêmen, perto dos Emirados.

Segundo os Emirados, a tripulação do navio é composta por 11 indivíduos, incluindo sete indianos, além de nacionais da Etiópia, Indonésia, Birmânia e Filipinas.

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A guerra no Iêmen matou 377.000 pessoas de acordo com as Nações Unidas, a grande maioria das quais foi vítima das consequências indiretas dos combates, como fome, doenças e falta de água potável.

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