O carvalho é mais resistente à seca

As árvores podem se adaptar a climas áridos por um longo período de tempo, com as espécies de carvalho parecendo mais resistentes do que se imaginava anteriormente nos Estados Unidos, ou compensando parcialmente as secas severas, de acordo com um estudo de pinheiros escoceses.

“Achamos que os carvalhos que viviam em um ambiente muito seco eram extremamente vulneráveis”, explica Sylvain Delzon, pesquisador do INRAE ​​da Purdue University, que participou de um estudo realizado por cientistas americanos e publicado na última edição da Proceedings of a Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Ele mostrou que 19 espécies de carvalho, que se originaram no oeste americano, desde as florestas temperadas do estado de Washington, no norte, até os desertos do sul da Califórnia, eram “extremamente tolerantes à seca”, de acordo com Delzon.

Embolização

Uma onda de calor intensa pode ser fatal para qualquer planta. Em tempos normais, a água por ela alimentada segue um ciclo de vasos que vai da raiz às folhas, evaporando em sua maior parte.

Quando a água se torna escassa no solo e temperaturas mais altas aceleram sua evaporação pelas folhas, a pressão da seiva nos vasos diminui.

“E a um determinado limiar, temos o aparecimento de bolhas de ar” nos vasos, (ou seja, entupimento), que ao bloquear o fluxo de seiva, acaba matando a planta, explica o pesquisador do INRAE.

Os pesquisadores demonstraram que as espécies de carvalho estudadas tinham uma “ampla margem de segurança contra entupimento”, principalmente pelo desenvolvimento de vasos altamente resistentes.

Para medir essa margem, eles compararam o momento no laboratório em que aparecem bolhas de ar nos vasos-galhos com a pressão a que os vasos de uma árvore em forte seca são submetidos no campo.

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Segundo Silvan Delzon, as espécies estudadas, que evoluíram ao longo de milhões de anos, são “capazes de suportar um clima mais seco que o atual”. Por outro lado, em face de uma mudança climática muito rápida, “eles serão capazes de se adaptar tão rapidamente? Nada é menos certo”, disse ele.

Na Escócia

Na Escócia, uma equipe de cientistas liderada por Thomas Ovenden, da Universidade de Stirling, analisou a capacidade de recuperação de um povoamento de pinheiro-manso, também conhecido como pinheiro-do-norte, após uma forte seca.

Estendendo suas observações ao longo de nove anos após esse episódio (enquanto a maioria dos estudos se concentra em dois ou três anos), eles notam que, embora as árvores inicialmente sofressem de déficits de crescimento, a maioria voltou à faixa normal depois de quatro a cinco anos.

Especialmente porque algumas pessoas registraram posteriormente “crescimento excessivo” por alguns anos, de acordo com seu estudo, que foi publicado no Jornal do Meio Ambiente em janeiro.

“Nunca chegou ao ponto em que eles teriam recuperado o volume (o tronco) que deveriam ter alcançado se não fosse por uma seca, mas permitiu que reduzissem o déficit”, disse Thomas Ovenden à AFP.

Segundo ele, é preciso considerar os efeitos da seca por um longo período de tempo, e não focar em um único déficit de crescimento causado por esse episódio.

“Sabemos muito pouco sobre como a árvore está gastando seus recursos neste momento”, diz ele. É possível, por exemplo, que você primeiro tente recriar as redes raiz e folha, antes que comecem a crescer novamente.

Pague este im. Ovenden afirma que os estudos com árvores “precisam levar em conta a longa duração dos processos em funcionamento para que sejam detectados”.

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