Das mentiras às interrupções: a polémica entre André Ventura e João Ferreira | Presidência 2021

Este sábado, dois candidatos presidenciais, João Ferreira e André Ventura, conduziram a um acalorado debate marcado por constantes interrupções, nomeadamente do presidente da Chiga, acusado de mentir pelo Congresso do Povo.

Em debate transmitido pela TVI24, com as candidaturas em pé, André Ventura acusou João Ferreira de no seu site de candidatura elogiar referências a regimes como Coreia do Norte, Cuba ou Vietname, o que levou o líder comunista a desafiá-lo a provar isso. Essas acusações “não devem ser falsas”.

Mais tarde, Ventura diria que essas referências estavam no site do PCP e, posteriormente, poderiam ter sido “apagadas”.

João Ferreira criticou que André Ventura conseguiria em sua campanha o líder da extrema direita e o presidente da União Patriótica Francesa, Marine Le Pen, com seu adversário perguntando se ele preferia ser o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong – das Nações Unidas.

Sobre as questões concretas levantadas pela moderadora, jornalista Carla Muita, os dois candidatos a Belém sempre estiveram em desacordo.

Sobre o O caso do Procurador Europeu José Guerra, André Ventura defendeu que o Ministro da Justiça já não exerce funções – e nem o da Administração do Interior – enquanto João Ferreira disse ser necessário esclarecer se houve uma “intenção deliberada” de prestar informações falsas à União Europeia por parte do governo.

“O Ministro da Justiça vai à Assembleia da República, vamos ver se André Ventura está presente, e já sei que há um longo caminho a percorrer”, acusou o líder do Partido do Congresso do Povo, que recebeu críticas de ser “parceiro de governo”.

“Marcelo Rebelo de Sousa, se fosse um verdadeiro presidente, diria hoje que será o último dia do Ministro da Justiça”, respondeu Ventura, considerando que o chefe de Estado não está habituado a “destituir Fotos pessoais Ou cortar tiras. “

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O candidato apoiado pelo Partido Popular do Congresso acusou o deputado e líder de Chiga de “não usar os critérios que usa para os outros” e que, depois de garantir a exclusividade no Parlamento, recebeu salários acumulados como assessor e comentarista esportivo, com Ventura para contestar as críticas.

“Continue inovando”, disse Ventura durante a intervenção de João Ferrera.

Relativamente ao depoimento de eutanásia, que poderá chegar em breve a Belém, Ventura disse que vai convocar um referendo, considerando que “o Congresso do Povo tem medo de ouvir os portugueses”, enquanto João Ferreira garantiu que “respeitará a vontade da Assembleia da República”, que deverá concordar em legalizar as ajudas Na morte.

Questionado sobre os casos em que admitiu a dissolução do parlamento, o candidato apoiado pela Assembleia Geral do Povo disse que “não abdicará do uso de quaisquer dos poderes de que goza o Presidente da República”, isto é, se considerar que os direitos garantidos pela Constituição, como saúde ou educação, mas com Admissão de que tal não aconteceu durante o primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

André Ventura – que se referiu ao atual Presidente da República mais do que a João Ferreira na discussão – considerou que o atual governo “já cruzou importantes linhas vermelhas”, como aconteceu nos incêndios de 2017 que mataram mais de cem pessoas ou no caso de Tankos.

“Não gosto desta constituição e nunca a escondi”, disse ele, observando que o chefe de Estado deveria ter mais poderes, por exemplo, no que diz respeito às opções ministeriais.

Na fase final do debate, quando Ventura tratava de João Ferreira em seu nome, o líder Chega desafiou seu oponente a condenar o regime norte-coreano.

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João Ferreira respondeu: “Defendo o direito de cada povo escolher livremente o seu destino”, lamentando que André Ventura tenha de procurar posições noutros países para o criticar.

As últimas palavras do líder comunista foram acusar Ventura de “aliar-se aos poderosos” e assinalar as contradições na votação da proposta de travar uma nova injeção de dinheiro público no Novo Banco, no recente debate orçamental.

Ele criticou “quem exerce todos os votos possíveis nas mesmas 24 horas sobre o mesmo assunto, tudo o que se diz sobre sua credibilidade.”

Além de André Ventura e João Ferreira, são candidatos às eleições presidenciais de 24 de janeiro Marcelo Rebelo de Sousa, Anna Gomez, Marisa Matias, Thiago Mayan e Vitorino Silva.

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