Cúpula democrática de Biden faz Moscou e Pequim saltarem

O presidente dos EUA, Joe Biden, irritou na quarta-feira a Rússia e a China, que não estão entre os 110 países e regiões convidados para sua cúpula virtual pela democracia em dezembro.

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“Os Estados Unidos preferem criar novas linhas divisórias, dividir os países em bons, na opinião deles, e ruins”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante uma entrevista por telefone.

Pequim expressou sua “forte oposição” ao convite de Taiwan para participar da cúpula virtual.

“Taiwan não tem outro lugar no direito internacional do que uma parte inalienável da China”, disse o porta-voz diplomático chinês Zhao Lijian à imprensa.

E mais ou menos na mesma época, as autoridades da ilha que está no centro da rivalidade entre Pequim e Washington agradeceram ao presidente dos Estados Unidos por sua decisão de convidar Taiwan.

“Graças a esta cúpula, Taiwan poderá compartilhar sua experiência de sucesso democrático”, disse Xavier Chang, porta-voz do gabinete presidencial, a repórteres.

O gigante asiático tem Taiwan como uma de suas províncias, embora não controle a ilha de 23 milhões de habitantes.

Nas últimas semanas, os fluxos de armas entre Pequim e Washington se multiplicaram devido ao destino de uma região democrática, seu governo, sua moeda e seu exército.

O presidente dos Estados Unidos não esconde isso desde sua chegada à Casa Branca em janeiro: a luta entre democracias e “regimes autoritários”, encarnados em seus olhos pela China e pela Rússia, está no cerne de sua política externa.

Um dos principais pilares dessa prioridade é a “Cúpula da Democracia”, uma campanha prometida para sua primeira edição online em 9 e 10 de dezembro, antes de uma reunião presencial um ano depois.

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A Índia, frequentemente descrita como a “maior democracia do mundo”, estará presente apesar das repetidas críticas dos defensores dos direitos humanos ao seu primeiro-ministro, Narendra Modi. O Paquistão também, apesar de sua relação volátil com Washington.

A Turquia, aliada de Washington na OTAN, mas cujo presidente Recep Tayyip Erdogan apelidou Joe Biden de “tirano”, também não está entre os países participantes.

No Oriente Médio, apenas Israel e Iraque foram convidados. Os tradicionais aliados árabes dos americanos, Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Catar e Emirados Árabes Unidos estão ausentes.

Joe Biden também pediu o Brasil liderado pelo polêmico presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.

Na Europa, a Polônia estava representada, apesar das repetidas tensões com Bruxelas sobre o respeito ao Estado de Direito, mas a Hungria, sob o primeiro-ministro Viktor Orban, não.

Do lado africano, a República Democrática do Congo, Quênia, África do Sul, Nigéria e Níger estão entre os países convidados.

“Há boas razões para ter tantos representantes: isso permite uma melhor troca de idéias”, disse Laleh Esfahani, da Open Society Foundation, durante a Primeira Cúpula.

Para ela, em vez de torná-la uma reunião anti-chinesa – “seria uma oportunidade perdida” – Joe Biden deveria aproveitar essas reuniões que reunirão líderes e a sociedade civil “para atacar a crise representada pelo perigoso declínio de ‘ democracia em todo o mundo, incluindo modelos rígidos ‘”. Relativamente como os Estados Unidos.”

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