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Formação & Ensino

IPLeiria e Escola da Polícia Judiciária criam curso inédito no país para combater o crime informático

Informática de Segurança e Computação Forense é a aposta mais recente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), um curso de pós-graduação que tem como destinatários as forças de segurança e investigação nacionais para o combate ao crime baseado em tecnologias de informação e comunicação. Este curso, ministrado por um grupo de docentes especializados, será apresentada em Loures no próximo dia 9 de janeiro, às 11h00, na Escola da Polícia Judiciária, parceira do novo curso.

A primeira edição do curso destina-se em exclusivo a agentes da polícia judiciária e a magistrados do ministério público, e funciona com sessões repartidas na Escola da Polícia Judiciária, em Loures, e no IPLeiria. Esta formação, iniciada em novembro com sessões facultativas de nivelamento de conhecimentos, irá arrancar em janeiro com o número máximo de 12 estudantes. «As mais-valias da parceria com a Polícia Judiciária (PJ) resultam numa partilha ativa de conhecimentos, permitindo a ambas as instituições uma evolução nas suas áreas de atuação e formação», explica Filipe Pinto, coordenador da nova pós-graduação.

Esta parceria nasceu em 2010, a partir de um trabalho de colaboração conjunto de Filipe Mota Pinto e do inspetor Baltazar Rodrigues, na concretização de formação na área de segurança e proteção de dados, no âmbito de uma pós-graduação de web marketing. «Desde então a colaboração multiplicou-se em diferentes áreas, tendo sido possível criar dinâmicas de cooperação entre ambas as instituições, não só na área da formação (com a participação de docentes do IPLeiria em formações internas da PJ e vice-versa), como também da investigação, com a realização de trabalhos de mestrado de Engenharia Informática por estudantes do IPLeiria em contextos da própria PJ», salienta Filipe Pinto.

O ciclo de estudos visa preparar os quadros da PJ, da Procuradoria-Geral da República ou do Ministério Público para a realidade atual no combate ao crime, cada vez mais baseado nas tecnologias nas diferentes plataformas. O curso potencia três níveis de competências que incluem a prevenção, a deteção e a análise forense. Os estudantes adquirem a capacidade de conceber e desenvolver políticas de segurança face ao combate ao crime informático, bem como a determinação de procedimentos hábeis capazes de determinar com maior rapidez possíveis atos ilícitos ou violações no uso de dados ou informação.

No âmbito da análise forense, no final do curso os formandos saberão utilizar um conjunto de técnicas e software na área da investigação criminal nas diferentes plataformas (internet e redes móveis) e nos diferentes meios tecnológicos, que permitam determinar a origem do crime, a plataforma utilizada e o seu autor. Esta componente mais relacionada com crime é lecionada por formadores da PJ e direcionada para elementos da PJ e do ministério público, enquanto os docentes do IPLeiria asseguram uma formação de cariz mais tecnológico. No final do curso há uma componente que analisa casos reais de crimes.

«Esta pós-graduação representa uma oportunidade para profissionais com necessidades de administração de qualquer tipo de redes com necessidade de garantir a integridade dos seus recursos, e detetar e identificar autores de crime de índole informática», salienta Filipe Pinto, explicando que «na formação são aperfeiçoados procedimentos que ajudam a aumentar a eficácia das autoridades no combate a uma criminalidade cada vez mais sofisticada».

No futuro prevê-se a abertura de uma edição da pós-graduação ao público em geral e empresas, com alguns conteúdos adaptados, de forma a minimizar o risco de exposição e aumentar a capacidade defensiva e de análise de incidentes indesejados, bem como prevenir os ataques informáticos e perceber a sua origem.

Fonte: IPLeiria

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