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Actualidade

Interesse por aprender chinês aumenta entre os empresários

O interesse pela língua e a cultura chinesas está a «aumentar muito» em Portugal, nomeadamente entre os empresários, disse à agência Lusa o reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa.

«Estamos a abrir cursos intensivos para empresários. É uma aposta forte da nossa parte», disse Sampaio da Nóvoa acerca da atividade do Instituto Confúcio da UL, fundado há quatro anos em parceira com o Instituto de Estudos Estrangeiros de Tianjin (Tianwai).

«A procura [de cursos de chinês] é impressionante», acrescentou.

Segunda maior economia do mundo, logo a seguir aos Estados Unidos, a China está a tornar-se também uma fonte de investimento e um importante mercado para Portugal.

Criado em 2007 em parceira com o Instituto de Estudos Estrangeiros de Tianjin (Tianwai), o Instituto Confúcio da UL é o segundo do género aberto em Portugal, depois do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, em Braga.

Cerca de 300 alunos frequentam hoje o Instituto Confúcio da UL, salientou o reitor: «O desenvolvimento do ensino do chinês tem sido enorme. Neste momento, em Portugal, há um interesse impressionante pela língua e a cultura chinesas».

As exportações portuguesas para a China cresceram 49,5 por cento nos primeiros nove meses de 2011, para 818 milhões de dólares (643,3 milhões de euros), somando mais do que em todo o ano anterior.

António Sampaio da Nóvoa iniciou na quarta-feira uma visita de uma semana à China, acompanhado por responsáveis da UL e do Instituto Politécnico de Macau.

A visita coincide também com um acelerado crescimento dos cursos de português no continente chinês, fenómeno associado ao desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa, sobretudo Angola e Brasil.

Não contando com Macau, há uma década, em toda a China havia apenas duas universidades com licenciaturas em português; hoje, só em Pequim há cinco.

O Instituto de Estudos Estrangeiros de Tianjin tem um professor enviado pela UL, mas boa parte das outras universidades debate-se com falta de docentes portugueses.

«Nos próximos cinco anos teremos condições para colocar aqui algumas dezenas de professores. Há uma nova geração portuguesa que está disponível para ir para o Oriente», disse Sampaio da Nóvoa.

O Instituto Confúcio da UL começou a funcionar em 2008, sob a direção de Moisés Silva Fernandes, um dos maiores especialistas portugueses da história contemporânea das relações luso-chinesas.

Criado em 2004 para promover internacionalmente a língua e a cultura da China, o Instituto Confúcio é a versão chinesa do Instituto Camões e do British Council.

No final da década passada, havia 322 institutos Confúcio, espalhados por 96 países.

LE com Lusa

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