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Turismo de Leiria/Fátima precisa ganhar escala e dimensão

O Turismo de Leiria/Fátima necessita de ganhar escala e dimensão e para tal deve unir-se a outras regiões adjacentes, ou mesmo fundir-se com o Turismo do Oeste. Esta foi a mensagem deixada por vários oradores nas intervenções que fizeram na tertúlia subordinada ao tema “O Turismo e a Região – Ao Encontro de Novas Respostas”, a quarta do ciclo “Diálogos com a Região”, que decorreu no dia 27 de Outubro, no Edifício NERLEI.

Para António Lucas, vice-presidente da Direcção da Entidade Regional do Turismo Leiria/Fátima, este território tem potencial mas para o aproveitar “precisamos de ganhar escala e dimensão” e para tal considera “fundamental que nos unamos a outras regiões adjacentes”.

Relembrando o estudo que a NERLEI encomendou à consultora Roland Berger & Partner em 1997, António Lucas fez referência ao conceito aí apresentado do “colar de pérolas” numa alusão aos vários produtos turísticos que a região poderia explorar. Este responsável concluiu que “temos as pérolas mas, ao fim destes anos todos ainda não conseguimos construir um colar sustentável e vendável para o exterior”.

Apontando a qualificação dos territórios, nomeadamente ao nível ambiental e da eliminação das barreiras arquitectónicas, e da oferta, trabalho que tem de ser feito com os privados, como factores-chave para que a região se torne mais atractiva para o turista, António Lucas considerou ainda fundamental a questão das acessibilidades, concretamente a abertura da base aérea de Monte Real ao tráfego civil.

Por seu lado Francisco Vieira, ex-presidente do Turismo Leiria/Fátima, defendeu claramente “uma fusão com o Oeste, para ganharmos dimensão e massa crítica”. Defendendo que o turismo religioso “deve ser considerado como um produto turístico nacional e não estar integrado no touring cultural e paisagístico”, este responsável falou das especificidades deste turismo (religioso). “Tem formas de promoção diferentes dos outros produtos e, muitas vezes, isso penaliza uma promoção do turismo regional adequada. Ou sai a perder o turismo religioso ou são penalizados os outros produtos”. Apresentando já alguns casos concretos, o também presidente da ACISO (Associação Empresarial Ourém/Fátima) está convicto que “Fátima caminha para um esforço de promoção autónomo que envolverá a câmara municipal de Ourém, a ACISO e os empresários do sector”.

Também Miguel Sousinha, ex-presidente da Associação Nacional de Regiões de Turismo e ex-presidente do Turismo Leiria/Fátima, considera que “é importante apoiarmo-nos na marca Fátima, e espero que possa vir a ser reconhecida como marca de promoção internacional nas alterações que estão para ser feitas ao PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo). Referindo-se ainda ao PENT, documento que considerou algo rígido em termos temporais, defendeu a necessidade de “definir planos mais flexíveis que possam ser adaptados à realidade, dada a rapidez das alterações hoje em dia”. Como exemplo referiu a chamada “Primavera Árabe” que levou às deslocalização de operações turísticas desses destinos para outros, considerando que Portugal não foi tão célere a reagir, quanto teria sido desejável, para potenciar esse fenómeno.

Já no período de debate alargado aos participantes vários professores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (ESTM/IPL), intervieram para alertar para a necessidade de melhorar e apostar na investigação na área do turismo. A ideia é que não se conseguirão definir estratégias coerentes e ganhadoras se não soubermos exactamente para quem estamos/queremos dirigir os nossos produtos e a promoção dos mesmos. Os docentes da ESTM/IPL deixaram um alerta e disponibilidade para que “o lado académico e empresarial trabalhem em conjunto para conhecer melhor a realidade do turismo na região”.

Para esta tertúlia foram ainda convidados o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e o presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, presenças com as quais não foi possível contar no debate.

Fonte: NERLEI

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