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Actualidade

Resolução do problema do financiamento da economia não é fácil e exige “cumplicidade”

«É difícil, poderá ainda agravar-se, exige “cumplicidade” entre todos os agentes (governo, banca, associações empresariais, etc) mas é urgente que se faça algo, caso contrário tudo poderá estar em risco neste processo de recuperação do País».

Estas foram as principais ideias resultantes das cinco intervenções realizadas durante a reunião do Conselho Empresarial da Região de Leiria (CERL), órgão consultivo da Direcção da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, que decorreu no dia 13 de Outubro.

A reunião, subordinada ao tema “A Relação entre os bancos e as empresas no que respeita ao crédito”, juntou mais de meia centena de empresários, responsáveis de associações empresariais do distrito, autarcas, entre outras entidades com papel relevante no desenvolvimento regional.

António Saraiva, presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal) deixou claro que este é um “problema comum”, quer à banca quer às empresas, e que é necessário um “amplo consenso político e social” para a sua resolução. Exortou o governo a criar “com urgência um programa de emergência para financiar a economia”, responsabilidade que deve partilhar com a banca, o Banco de Portugal e as instituições internacionais que integram a troika.

Explicando que “o crédito de curto prazo às empresas é a forma mais fácil e rápida de os bancos fazerem a sua desalavancagem e atingirem os rácios de capital exigidos”, Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, concordou que o problema é grave e destacou que o instituto que lidera tem tido “uma postura pró-activa” nesta matéria. “A primeira linha PME Invest foi lançada ainda antes da falência do Lehman Brothers. Neste momento, temos 8 mil milhões de euros concedidos ao abrigo destas linhas que abrangem 54 mil empresas, 45 mil das quais são micro e pequenas empresas”.

“Pilar das linhas de crédito PME Invest”, nas palavras do presidente do IAPMEI, a importância da garantia mútua no apoio à obtenção de crédito por parte das empresas foi também referenciada nesta reunião. José Figueiredo, presidente da GARVAL – Sociedade de Garantia Mútua, SA, destacou a postura de parceiro destas sociedades. “Somos um parceiro do Estado, porque somos um facilitador do financiamento da economia; das empresas, porque conseguimos para elas capital a menor custo; e dos bancos pois mitigamos o seu risco”. Este responsável deixou ainda um alerta para os decisores políticos “devem ter cenários alternativos previstos, caso as coisas corram mal, e preparar soluções rápidas”.

António Ramalho, vice-presidente da CIP e administrador do Millennium BCP, também é da opinião que a situação do deficiente financiamento da economia ainda se vai agravar mais. Primeiro porque “há uma redução clara do financiamento estrangeiro à economia” depois porque “aumentaram as necessidades de financiamento público”. Profundo conhecedor da situação da banca em Portugal, António Ramalho deixa, no entanto, algumas medidas que se podem tomar.

A curto prazo, destacou a importância de o Governo aproveitar a credibilidade que tem para “tentar renegociar o pacote de suporte com a troika” e a necessidade de se utilizar o banco do Estado (CGD) para apoiar a economia. Apontou ainda o dever de sermos cautelosos e serenos na aplicação que damos os fundos disponíveis e alertou para a necessidade de utilizarmos todos os recursos que temos, salientando que o BEI (Banco Europeu de Investimento) devia financiar projectos estruturantes, à semelhança do que o Banco Mundial faz nos EUA.

A longo prazo refere que “devemos ser mais cautelosos a gerir preços” (taxas de juro), explicando que, neste momento, a banca tem 38 a 40 por cento do seu crédito (habitação) com spreads historicamente baixos e as empresas estão a utilizar crédito actual, mais caro, para liquidar crédito antigo, que estava mais barato. Além disso, admite alguma gestão administrativa dos incentivos, ou seja que sejam impostas à banca algumas regras como por exemplo a existência de um plafond para crédito a PME. Defendeu ainda um imposto sobre transacções bancárias, como forma de credibilizar a banca.

Concluindo que “ou nos salvamos todos, ou morremos todos” o responsável da banca referiu que tem de haver “cumplicidade” entre todos os intervenientes nesta questão para que seja possível ultrapassar o problema com que nos deparamos.

Fonte: NERLEI

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