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Actualidade

China está disposta a ajudar Europa, mas exige contrapartidas

A China voltou hoje a manifestar-se disponível para «ajudar» a conter a crise da dívida soberana na zona euro, mas não esqueceu as suas persistentes reivindicações em relação à União Europeia.

«Os líderes da União Europeia e dos seus principais países devem também olhar corajosamente para a relação com a China numa perspectiva estratégica», lembrou o primeiro-ministro chinês, Wei Jiabao, na abertura da sessão de verão do Forum Económico Mundial de Davos, em Dalian, nordeste da China.

Wen Jiabao referia-se especificamente ao estatuto de economia de mercado revindicado pela China, que, até agora, os «27» ainda não reconheceram.

Trata-se de uma das maiores exigências da diplomacia chinesa, juntamente com o levantamento do embargo à venda de armas, decretado pela União Europeia após a sangrenta repressão militar do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, em Junho de 1989, e que Pequim considera uma “discriminação” e “uma relíquia da Guerra Fria”.

“Se a União Europeia adoptar medidas positivas sobre estas questões, isso contribuirá para impulsionar a confiança entre a China e a Europa”, afirma a Xinhua, agência noticiosa oficial chinesa (Nova China).

No discurso de Dalian, Wen Jiabao recordou que “pelas regras da Organização Mundial do Comércio, o estatuto da China como economia de mercado será plenamente reconhecido em 2016” e acrescentou que “se as nações da União Europeia puderem demonstrar a sua sinceridade alguns anos antes, isso reflectiria a nossa amizade”, acrescentou.

A China, segunda maior economia do mundo, a seguir aos EUA, possui também as mais recheadas reservas em divisas externas do planeta, no valor de 3,2 biliões de dólares (2,34 biliões de euros). Cerca de um terço daquele montante está investido em títulos do tesouro norte-americano, e no último ano a China comprou parte da dívida de vários da Zona Euro, entre os quais Portugal, Espanha e Grécia.

A possibilidade de a China comprar igualmente títulos do tesouro italiano é hoje manchete na imprensa oficial de Pequim em língua inglesa, mas até agora, a Administração Estatal das Reservas Externas, o organismo que regula o sector, ainda não se pronunciou sobre o assunto. Ontem, a Itália desmentiu que tenha pedido ajuda aos chineses.

Entre os 27 países da EU, “Portugal faz parte do grupo de países que considera que o embargo à venda de armas à China é um anacronismo”, indicou em Abril passado um governante português.

Mas o levantamento do embargo, que os EUA reprovam, só pode ser decidido por consenso, o que até agora não foi alcançado.

Quanto ao estatuto de economia de mercado, a União Europeia alega que “há elementos de natureza técnica que precisam de ser ultrapassados”.

Economia de mercado ou não, a verdade é que a China é um dos principais parceiros comerciais da União Europeia, e um credor cada vez mais solicitado.

LE com Lusa

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