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Actualidade

Alcobaça: Possibilidade de encontrar petróleo divide população

As expectativas dos moradores de Aljubarrota, Alcobaça, dividem-se quanto à possibilidade de ser extraído petróleo do subsolo, mas Junta espera que qualquer descoberta beneficie a população.

Na freguesia, mistura-se a descrença de que algum dia “venha a jorrar daqui alguma coisa” e a expectativa de que, se existir petróleo, “traga alguns benefícios para a freguesia, ao nível do desenvolvimento turístico e da criação de novos acesso”, admite Amílcar Raimundo, presidente da Junta de Freguesia.

Aquela zona tem sido um palco recorrente dos trabalhos de prospecção da empresa Mohave Gas and Oil que tem a concessão da exploração de toda a zona oeste. Agora, os trabalhos desenrolam-se mais perto do centro da cidade e do Mosteiro de Alcobaça, Património da Humanidade.

“As máquinas fazem barulho ao passar, mas ninguém se incomoda porque a empresa fez um trabalho muito perfeito e de muita qualidade, explicando o procedimento às pessoas e nenhuma recusou a entrada nos seus terrenos” disse à Lusa Amilcar Raimundo, presidente da junta freguesia S.Vicente de Aljubarrota.

As análises geológicas realizadas nos campos de Aljubarrota pela empresa Mohave e visam detectar reservas de petróleo, que terão de ser posteriormente comprovadas através de furos. A autarquia estipulou um perímetro de segurança de 500 metros de protecção ao Mosteiro e, entre os populares, parece pacífico que as prospecções não terão riscos para o monumento.

“Já fizeram tantos furos em frente ao Mosteiro, para construir um parque de estacionamento subterrâneo, que se houvesse perigo já tinha caído” disse à Lusa, Fernando Adrião, o proprietário de um café próximo do monumento. A opinião é partilhada por comerciantes vizinhos e por quem atravessa a praça de esplanadas.

“Eles são técnicos e certamente sabem o que estão a fazer” afirma João Loureiro, sem duvidar das capacidades da empresa que, recorda “também contactou a minha avó para poderem fazer testes num terreno dela”.

Com 73 anos, e reformada, Maria Fernanda, não acredita muito que o petróleo venha a brotar, mas, se assim for, espera que “a câmara acautele o futuro dos jovens e exija que sejam criados mais empregos”.
Se o petróleo “nos trouxer mais riqueza e desenvolvimento, ainda vai ser uma fonte de atracção turística maior e o Mosteiro pode muito bem conviver com isso” reforça Ana Cristina, funcionária de uma loja de artesanato.

Carlos Mendonça, presidente da Associação de Defesa do Património de Alcobaça, disse à Lusa acreditar que “estarão garantidas todas as condições para o património não seja lesado” mas a associação “não deixará acompanhar todo o processo para que isso seja acautelado”.

A jazida de hidrocarbonetos na zona é considerada uma das mais importantes da Europa mas, até agora, não foi possível encontrar um local de perfuração onde compense a sua exploração comercial.

LE com Lusa

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