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Actualidade

França e Bélgica são os novos alvos dos especuladores

Os credit default swaps (CDS) para a dívida a cinco anos da França e da Bélgica atingiram hoje novos máximos históricos, ao passo que os dos países periféricos, que até agora eram o principal alvo dos especuladores, aliviam dos recordes.

Vários especialistas internacionais explicam o fenómeno como uma propagação das tensões sobre a dívida pública dos países periféricos europeus, como Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia e Itália, aos seus congéneres do centro da Europa.

Para tal, muito contribuíram as declarações dos responsáveis da Pimco – a maior gestora do mundo de fundos de obrigações – que colocaram na segunda feira no mesmo saco a Espanha, a Itália e a Bélgica, considerando que os três países necessitam de uma intervenção externa para conseguirem recuperar da crise.
A Bélgica está também a ser afetada pela revisão em baixa das suas perspectivas feita em meados de dezembro pela Standard and Poors, justificada na altura com o clima de instabilidade política do país.

Já no que toca à França, o país tem sido alvo de inúmeros rumores de que poderá ver reduzido o seu rating (AAA) pelas agências de notação financeira, devido ao elevado patamar em que se encontra a sua dívida pública.

A agência Fitch Rating divulgou mesmo um estudo que aponta para a possibilidade de que a dívida pública francesa ultrapasse os 90 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2012 e os analistas não escondem a sua preocupação com o efeito que um eventual corte de ‘rating’ de uma das principais economias europeias poderá ter.

Vários especialistas consultados pela agência de informação financeira Bloomberg apontaram para essa possibilidade e realçaram que tal revisão em baixa não está refletida no mercado e que causaria “grandes problemas”.

Estas advertências seguem-se às declarações no início do mês do director executivo da bolsa londrina (London Stock Exchange), Xavier Rolet, que apontou para a França como a próxima vítima da crise da dívida soberana na zona euro.

“Não demorará muito até que os investidores em obrigações se fixem na França, depois de terem terminado com Portugal e Espanha. O défice do país é muito mais alto do que as pessoas se dão conta. Ninguém, nem sequer a França, o conseguirá ocultar durante muito tempo”, disse então o responsável.

Certo é que, depois de Portugal, de Espanha ou da Irlanda, cujos CDS atingiram máximos a 30 de novembro, os especuladores estão agora focados nos seguros que medem risco de incumprimento da França e Bélgica.

LE com Lusa

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