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Actualidade

Portugal deveria antecipar-se e elaborar programa com UE e FMI

Um especialista de Bruxelas em assuntos económicos considera que a única forma de Portugal travar a especulação financeira é antecipar-se aos mercados e elaborar desde já um programa com as autoridades europeias e o FMI.

Em entrevista à Agência Lusa, Fabian Zuleeg, responsável pela pasta económica no Centro de Política Europeia, um dos mais prestigiados «think tanks» (grupos de reflexão) com sede em Bruxelas sobre assuntos europeus, considera que Portugal chegou a um ponto em que a única hipótese de acalmar os mercados é mostrar que, em caso de necessidade, há um plano de assistência credível pronto a ser posto em prática.

Essa será, segundo este especialista, a última hipótese que Portugal terá de evitar ser «empurrado» para um pedido de ajuda tardio, «ainda com mais custos», tal como aconteceu com a Grécia, primeiro, e com a Irlanda, no último fim de semana.

O analista diz que, “infelizmente”, receia que as medidas de austeridade adoptadas por Portugal não sejam suficientes para travar o efeito de contágio, embora “até perceba a insistência do Governo português” em sublinhar a diferença relativamente à situação da Irlanda, “em muitos aspectos com razão”.

Todavia, disse, “a experiência mostra que quando a especulação ganha momentum é muito difícil de parar”, pelo que considera improvável que a adopção do Orçamento de Estado para 2011, na próxima sexta-feira, e mesmo a recente formalização do pedido de ajuda à EU e ao FMI por parte da Irlanda, sejam suficientes para evitar o “contágio” e que os mercados se virem agora para Portugal, o próximo “ponto fraco” da Zona Euro, devido às fraquezas estruturais do país.

Para Zuleeg, a situação de Portugal não poderá arrastar-se por muito mais tempo, e, se nada for feito, tratar-se-á de uma “questão de semanas” até a um inevitável pedido de ajuda.

Por isso, o analista considera que Portugal deveria “antecipar-se” e elaborar desde já um plano de assistência no quadro do fundo de estabilização europeu, com EU e Fundo Monetário Internacional, como aquele que Dublin, já depois de pedir ajuda, está a discutir neste momento com as autoridades europeias e o FMI, pois essa seria uma forma de dar “certezas” aos mercados.

Questionado sobre os efeitos que um novo pedido de ajuda, de Portugal – que seria o terceiro país da Zona Euro a recorrer ao mecanismo de assistência – poderia ter para o Euro, Zuleeg considera que tal não ameaçaria a estabilidade da “Eurolândia”, dada a dimensão da economia portuguesa, mas adverte que o caso já mudaria de figura se o contágio continuasse a alastrar-se e chegasse a Espanha, um economia com outra dimensão.

LE com Lusa

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