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Actualidade

Deloitte: Banca angolana continua a crescer

A banca angolana continuou a crescer em 2008 e 2009, apesar da crise económica global, e as perspectivas a médio prazo são animadoras considerando as previsões de evolução da economia, mas enfrenta novos desafios, segundo um estudo da Deloitte Angola, divulgado hoje em Luanda.

O estudo, o quarto que a Deloitte dedica à banca angolana, considera que perante os efeitos da crise global, que começam a chegar à economia real, a banca angolana enfrenta três desafios: alterações estruturais do negócio, necessidade de aumentar a bancarização e investimento na formação profissional.

Tratam-se de desafios que, para o responsável máximo da Deloitte Angola, Rui Santos Silva, são “expressivos e exigem hoje mais do que ontem, amplitude de visão, rigor na gestão e determinação na acção”.

Os resultados do estudo “demonstram que o sector financeiro angolano soube encontrar formas de progredir, apesar da crise financeira global”, sintetizou.

A análise da Deloitte teve por base dois inquéritos realizados junto dos 19 bancos que em 2008 operavam no mercado, o “Business & Growth Survey”, inquérito às tendências do sector e às práticas de suporte ao negócio, e o “Finance & Risk Survey”, sobre as práticas da função contabilística e financeira e da gestão de risco.

O estudo da Deloitte recorda que 2009 se iniciou num enquadramento de “crise severa”.

“A redução drástica da receita para o Estado angolano conduziu, apesar do esforço governamental, à redução da despesa, ao adiamento de alguns investimentos e a uma redução das reservas internacionais líquidas, que, por sua vez, precipitaram uma mini-crise monetária que teve como principal resultado uma tendência de depreciação do Kwanza face ao Dólar”, lê-se no documento.

Em resultado deste cenário, o Banco Nacional de Angola adoptou “medidas restritivas para tentar mitigar” os efeitos da depreciação, e aumentou, de forma intercalada, a taxa de reservas obrigatórias de 15 por cento para 30 por cento.

“Esta decisão teve como primeiro efeito um congelamento generalizado da concessão de crédito, assim como um aumento do seu custo. Obviamente, esta situação terá os seus efeitos na economia real”, defende o relatório.

“A recuperação do preço do petróleo para o intervalo dos 60-70 dólares abre uma perspectiva positiva para o futuro”, mas a crise financeira global e os efeitos na economia angolana “alteraram o contexto e as condições de mercado e fundamentalmente tornaram clara não só a necessidade de diversificar a economia como de adoptar práticas de gestão focadas na eficiência e no rigor”, acentuou a Deloitte.

O estudo sublinha que as perspectivas a médio prazo são “animadoras” pela previsão de evolução da economia, antecipando para o sector bancário angolano “um conjunto de oportunidades, mas também a responsabilidade de constituir-se como um motor desse mesmo crescimento”.

E um exemplo de crescimento do sector bancário angolano é dado pela previsão de abertura, nos próximos dois anos, de 111 novas agências em todo os território, 40% das quais em Luanda e com reforço importante nas províncias da Huíla, Benguela, Malange e Cabinda.

LE com Lusa

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