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Actualidade

Michael Kaiser aconselha investimento no marketing das artes

O planeamento a longo prazo de uma oferta artística interessante e o investimento em marketing adequado aos diferentes públicos explicam o sucesso do centro de artes liderado pelo especialista norte-americano Michael Kaiser.

O especialista em gestão cultural esteve hoje no Centro Cultural de Belém (CCB) a apresentar um seminário organizado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e o Instituto Camões.

Presidente do Kennedy Center for the Performing Arts em Washington, nos EUA, desde 2001, Michael Kaiser tem vindo a desenvolver programas artísticos em países como a China, Rússia, México, Paquistão, Reino Unido e mundo Árabe.

Perante uma audiência de artistas, programadores, produtores, estudantes, dirigentes de museus e palácios e outros agentes culturais, Michael Kaiser apresentou algumas das ideias fundamentais na forma como gere o centro de artistas em Washington e outros projectos pelo mundo.

“Apesar de sabermos que os governos europeus estão a cortar os orçamentos para a cultura, é fundamental continuar a investir na qualidade dos espectáculos e comunicar isso muito bem ao público”, defendeu.

O contexto nos EUA é diferente porque, recordou o especialista, “o país foi fundado por pessoas que tinham uma ideia muito negativa das artes e os governos nunca as apoiaram. Teve que ser o sector privado a fazê-lo”.

Michael Kaiser acredita também em diversificar as fontes de financiamento: “Não quero estar dependente apenas de uma fonte, seja um mecenas ou um governo. Isso não é bom para a saúde de uma organização”, justificou.

“Não é fácil trabalhar nesta área porque há dificuldades em aumentar a produtividade quando os custos aumentam todos os anos, e, por outro lado, os lugares numa sala de espectáculos mantêm-se os mesmos”, apontou.

No entanto, defendeu que oferecer espectáculos com qualidade é a melhor forma de manter o interesse do público e dos mecenas, e, por outro lado, “há produções baratas que são muito boas por serem tão criativas”.

A fórmula de Kaiser passa essencialmente por “great art well marketed” (arte de grande qualidade com um bom marketing), por uma boa avaliação dos orçamentos, de forma a evitar o desperdício, e um planeamento a longo prazo, normalmente a cinco anos, mas trabalhando sempre de forma flexível.

Tendo criado o que chama de “menu” de espectáculos, é com ele que se dirige depois aos potenciais mecenas.

“É preciso conhecer bem a sensibilidade dos mecenas e ouvi-los, de forma a perceber também o que pretendem. De contrário perde-se tempo e dinheiro”, concluiu.

Da audiência, onde se encontrava também a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, surgiram várias opiniões e questões sobre a aplicação deste modelo em Portugal, muitas delas relacionadas com as dificuldades dos artistas e programadores que lidam com a realidade do país.

Os maiores obstáculos apontados pelos presentes foram a dificuldades em planear além dos seis meses a um ano e também as “constantes mudanças” nos responsáveis dos organismos culturais.

LE com Lusa

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