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Actualidade

Deutsche Bank refuta acusações da DECO

O Deutsche Bank afirmou hoje à agência Lusa que a acusação de incumprimento da lei que limita os custos por reembolso antecipado do crédito à habitação feita pela DECO é inaceitável e cria “uma falsa reputação negativa” da instituição.

“Tais noticias não correspondem à realidade e entendemos que as mesmas, por criarem uma falsa reputação negativa da nossa instituição, não podem ser aceitáveis”, declarou fonte oficial do Deutsche Bank.

De acordo com a mesma fonte, “o Deutsche Bank não adiciona comissões ao que é fixado legalmente para a comissão de penalização, seja no caso de taxa variável (0,5%) seja no caso de taxa fixa (2%).

“Mais: ao abrigo da total transparência do nosso preçário, o mesmo é remetido e validado mensalmente pelo Banco de Portugal, pelo que, naturalmente, se encontra em total concordância com as disposições legais em vigor”, reforça o banco.

A instituição bancária garante ainda que “se nos preçários existem rubricas respeitantes a “distrate de hipotecas”, tais comissões nunca são cobradas para além dos limites fixados legalmente”.

Entretanto, a mesma fonte revelou que, depois da divulgação da queixa feita pela associação de consumidores, o banco foi contactado “ao mais alto nível pela entidade Supervisora – Banco de Portugal, que afirmou que a notícia vinda a público não corresponde minimamente à realidade, afirmando que, ao contrário do que erroneamente se diz, o Deutsche Bank cumpre integralmente as disposições legais”.

A DECO acusou o Crédito Agrícola e o Deutsche Bank de não cumprirem a lei que limita os custos por reembolso antecipado do crédito à habitação e de adicionarem comissões à penalização legal de 0,5% ou 2%.

De acordo com a associação de defesa dos consumidores, “se as instituições bancárias insistirem em cobrar uma comissão pela rescisão da hipoteca, devem incluí-la no cálculo da taxa anual efectiva divulgada ao consumidor no início do contrato”.

“Esta reflete o custo total do crédito e tem de incluir todas as comissões cobradas durante o empréstimo”, afirma a DECO, que disse ter alertado o Banco de Portugal e a Secretaria de Estado para a Defesa do Consumidor dos resultados, exigindo mais fiscalização para o sector.

LE com Lusa

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