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Actualidade

Ulrich: Angola tem muitas oportunidades para empresas lusas

O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, considerou hoje que existem muitas oportunidades para as empresas portuguesas que pretendam fazer negócios no país africano, destacando o sector da construção e das infra-estruturas, mas também a agricultura e o sector extractivo.

“Há muitas oportunidades no sector da construção e das infra-estruturas, tal como na prestação de serviços ao sector petrolífero e energético, em geral”, disse à agência Lusa o banqueiro, apontando igualmente para o sector agrícola.

“Na agricultura também [há boas oportunidades], fruto da guerra que Angola viveu durante 30 anos e que deixou a agricultura ficar bastante para trás. Agora, há não só grande necessidade mas, sobretudo, grande potencial na agricultura e na pecuária”, salientou Ulrich.

O presidente do BPI também puxou pelo sector extractivo, recordando que “Angola é muito rica em recursos naturais”, e realçou ainda os serviços de bens de consumo, concluindo que “há muito por fazer em Angola”.

O banqueiro falou à Lusa no final de um evento dedicado à economia angolana, que decorreu esta manhã em Lisboa, com o foco apontado para as exportações portuguesas para aquele país africano.
“A questão para uma empresa investir em Angola já não é ter um parceiro, mas sim qual”, frisou o director central da unidade de desenvolvimento de negócio do BPI, Costa Lima, durante a sua intervenção na conferência.

O responsável salientou que o governo angolano concede “incentivos fiscais e aduaneiros muito importantes”.

Angola é a sexta maior economia africana e uma das que tem maiores reservas de água, segundo Costa Lima, que garantiu que, naquele país, “o investimento estrangeiro é muito bem-vindo”.

Portugal tem um peso de 18% nas importações angolanas, “um papel fundamental e que tem permanecido estável nos últimos anos”, frisou o director do BPI, ainda que tenha lembrado que Angola é apenas o 169.º melhor país do mundo para fazer negócio, segundo a lista do Banco Mundial, que contempla 181 países.

“Os processos são demorados e lentos. É preciso paciência e é por isso que os chineses se dão bem lá”, disse, em tom descontraído.

Ulrich, por seu turno, fez questão de sublinhar que “os angolanos são resistentes aos negócios de circunstância, mas muito receptivos numa óptica de médio e longo prazo, sobretudo, se implicarem a transferência das operações para lá”.

“A paciência é um factor importantíssimo para fazer negócios em Angola”, concordou o líder do BPI, mas retorquindo que “os portugueses gostam de Angola, ao passo que os chineses têm um poder negocial muito forte”.

“Por isso, quem precisa e tem paciência são os portugueses, e não os chineses”, lançou Ulrich, reforçando que “há uma empatia entre portugueses e angolanos”, explicada pelas ligações históricas entre os dois povos.

LE com Lusa

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