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Empresas

Norte da Europa, África e Médio Oriente na mira da EPIAP

Tiago Oliveira e Célia Marques

A EPIAP, empresa produtora de estruturas metálicas, situada na Benedita, está a apostar fortemente na internacionalização como forma de compensar a queda do mercado interno. A internacionalização é o culminar de um processo que envolveu o redireccionamento da empresa para o mercado da construção civil e a obtenção da certificação de qualidade, já em conformidade com a marcação CE. A jogar em antecipação.

Com a facturação dos últimos três anos a manter-se em torno de um milhão de euros, Romeu Silva, director-geral da empresa, percebeu que a única via para fazer crescer a EPIAP era avançar para o mercado externo, nomeadamente para o Norte da Europa, Norte de África e Médio Oriente, países que deverão garantir um acréscimo de facturação na ordem dos 25 a 30% até final de 2011.

Em 2009 a EPIAP investiu cerca de 12 mil euros para dar início ao processo de internacionalização, que envolveu a criação de uma nova marca – a Waymet – renovação da imagem e formação e contactos com potenciais clientes, explicou o responsável, que representa a segunda geração daquela empresa familiar.

A empresa irá para o mercado externo com os mesmos produtos que produz e vende no mercado nacional – tampas de visita e grelhas de drenagem na área do saneamento, ecopontos e caixas de retenção para a área do ambiente – embora adaptados a cada uma das realidades, como o caso do Médio Oriente, onde se utiliza o inox.

Mudança de área de negócio foi fundamental

Com a entrada de Romeu Silva na empresa, em 2001, a EPIAP sofreu uma reestruturação organizacional e diversos investimentos em instalações e equipamentos com o objectivo de optimizar o processo produtivo. «A inovação era um ponto a melhorar e por vezes basta criarmos melhores ferramentas para melhorar o produto e a produtividade. Actualmente o processo produtivo está semi-automatizado. Conseguimos reduzir o tempo de produção e melhorar a qualidade dos produtos», justificou o responsável. Quanto à reorganização interna, teve como objectivo passar de uma «estrutura “one man show” para outra em que cada um é responsável pela sua área», adiantou.

O director-geral da empresa identifica três fases que marcam a história da EPIAP. A primeira foi a mudança da área de negócio, com quase total enfoque nos produtos para a construção civil e ambiente, em detrimento das estruturas que produziu, entre 1986 e 2000, para parques infantis e empresas de agro-pecuária. A segunda grande etapa foi a aposta na certificação, e agora, mais recentemente, o rumo aos mercados internacionais. Isto sem descurar «as bases sólidas» que a empresa já tinha quando abraçou o projecto – um legado dos seus pais.

«Fizemos alguns estudos e chegámos à conclusão que a área da construção civil era mais estável do que a da pecuária e em 2000 resolvemos deixar este sector e os parques infantis. Quanto ao ambiente, onde entrámos em 2007, consideramos que é uma área em desenvolvimento», justificou ao Leiria Económica.

Em matéria de inovação, Romeu Silva destaca o desenvolvimento de uma solução de abertura de tampa de visita, «que agora já é utilizado por outros, mas na altura foi muito inovadora», explica.

Entre os factores de diferenciação que justificam a permanência da empresa há 20 anos no mercado, o director-geral enumera a «relação qualidade/preço; durabilidade do produto; facilidade de aplicação e sua utilização; cumprimento dos prazos; relacionamento com os clientes e respeito pelas parcerias».

A simplicidade do processo produtivo garante a laboração total da EPIAP com apenas 13 colaboradores. Com os olhos postos no futuro.

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