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Actualidade

Sócrates defende ciência, digital e energia em Leiria

Célia Marques e Tiago Oliveira

A ciência, a educação, o digital e a energia constituem a «agenda do futuro» e de Portugal, afirmou José Sócrates, que participou num jantar conferência organizado pela Liga de Amigos da Casa Museu João Soares, a semana passada, em Leiria. O governante defendeu que é nesta áreas que o País deve apostar.

«Nenhuma economia teve sucesso sem que para ela tivesse contribuído o potencial científico do país. A ciência contribui para que, nas diversas áreas da actividade económica, se criem nichos de excelência», justificou o governante, lembrando que o investimento em I&D em Portugal passou de 0,8% do PIB em 2005, para 1,51% do PIB em 2008, valores que colocam Portugal «acima de Espanha e da Irlanda» nesta área.

Sócrates lembrou ainda que, no período em análise, o registo de patentes duplicou e o número de publicações científicas cresceu 132%. «Todos os ministérios sofreram cortes, excepto o da Ciência e Tecnologia», afirmou o governante.

Relativamente à segunda área de aposta – a economia digital onde, se incluem as tecnologias de informação e comunicação (TIC) – Sócrates afirmou que podem vir a representar 10% do PIB das economias modernas, e lembrou que Portugal passou a ter, em 2007, um saldo da balança tecnológica positivo, tendo exportado, em 2009, 1300 milhões de euros nesta rubrica.

Sócrates abordou ainda o esforço de infra-estruturação digital que tem vindo a ser feito ao nível da fibra óptica em todo o País, incluindo as zonas do interior, onde «subsidiamos as operadoras para fazerem esse investimento», explicou.

Já a energia, o primeiro-ministro considera que envolve as áreas que vão concentrar «mais I&D e mudança tecnológica» e lembrou o imperativo de reduzir a dependência energética de Portugal através das energias renováveis, que contribuem, actualmente, para «45% da produção eléctrica nacional, o que constitui, uma das melhores marcas europeias», salientou, lembrando que o objectivo é atingir os 60% em 2020.

«A energia vai gerar 25 mil postos de trabalho nos próximos anos, a somar aos 20 mil já criados», afirmou o primeiro-ministro. Referindo-se ainda à estratégia para a energia, o governante revelou considerar que o carro eléctrico «vai ser uma das maiores mudanças nos próximos anos», e defendeu a importância da sua articulação coma produção de energia eólica, no sentido de aproveitar a energia produzida durante a noite para «carregar a bateria do automóvel a uma tarifa de baixo custo».

«O carro eléctrico vai mudar a qualidade de vida urbana, o nível económico, a indústria automóvel e a produção de electricidade», adiantou.

«Se me perguntam uma agenda para o futuro, são estas as minhas palavras: ciência, digital, energia», afirmou José Sócrates, lembrando os objectivos de triplicar as exportações na área digital, aumentar para 60% a electricidade produzida tendo como base as renováveis e melhorar a eficiência energética em 20%.

Até 2011 serão construídas oito novas barragens e renovadas duas, a acrescer às quatro barragens actualmente em construção.

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