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Actualidade

«A solução é olhar para mercados maiores que o nosso»

Célia Marques

«Os países não fecham, apesar das dificuldades. Vamos ter de continuar por cá e a solução é olhar para mercados maiores que o nosso, que é pequeno em número de pessoas, poder de compra e variedade», defendeu Francisco Van Zeller, presidente do Conselho para a Promoção da Internacionalização, durante a conferência promovida, a semana passada, pela revista Invest e o ISLA, em Ourém.

O empresário lembrou que Portugal tem 24 mil empresas exportadoras, 20 mil das quais são responsáveis por apenas 6% das exportações portuguesas, que representam, no total, 30% do PIB, «uma meta que devia subir para 40%», adiantou o responsável, advertindo que as 24 mil exportadoras actuais não o irão conseguir fazer, porque «não há capacidade de investimento», e que a solução passa está em «mais empresas começarem a exportar».

Van Zeller lembrou ainda que as empresas não devem encarar a exportação como «uma continuação do mercado interno», mas como um «quase renascimento, com todas as atribuições que o empreendedorismo tem».

«Quando uma empresa pensa em avançar para o mercado externo, há um conjunto de perguntas a que deve procurar dar resposta. Para que mercado? Quanto quer gastar? De que recursos dispõe? Quando? Como? Sozinha ou em parceria?», exemplificou Van Zeller, salientando que a questão mais complexa é sempre o «para onde».

«Tentar o mercado externo sem vencer cá dentro é um erro. Primeiro temos de ser competitivos cá dentro. Não devemos encarar as exportações como uma escapada», advertiu o empresário.

Quanto ao mercado espanhol, o responsável alertou para o facto de não se dever atacar o mercado na sua totalidade, mas seleccionar zonas. «Madrid, por exemplo, tem mais poder de compra do que Portugal inteiro», exemplificou.

«Não é no mercado doméstico que nos vamos safar»

«A situação económica e financeira é gravíssima», comentou Mira Amaral, que marcou também presença na conferência, defendendo que «se não agarrarmos o rating da República, o aumento das taxas de juro vai custar muito mais que as pequenas benesses que os dirigentes associativos pedem». Para segurar o rating, segundo o economista, era preciso ter «um Orçamento de Estado 2010 credível, o que não aconteceu», explicou. «Agora resta o PEC, e se não for credível, temos de ir ali rezar à Nossa Senhora», comentou com o humor que o caracteriza.

Segundo o ex-ministro da Indústria e Energia, perante o cenário das contas públicas nacionais, desemprego e níveis de endividamento, «não é no mercado doméstico que nos vamos safar», explicou, defendendo que Portugal e Espanha estão entre os países terão «a recuperação económica mais lenta» e lembrando que «Portugal continua no radar das agências de rating».

Relativamente ao Orçamento de Estado, Mira Amaral acusou a «incoerência nas privatizações» e defendeu que «se era preciso dinheiro a medida mais lógica seria aumentar o IVA».

«O governo tinha dito que não havia aumento de impostos e acabou por mexer nas deduções fiscais com a saúde e educação. Claro que isto não chega e a União Europeia já disse que vão ser precisas medidas complementares, e o IVA vai acabar por aumentar», antecipou.

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