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Empresas

Cerâmica de luxo: 40 produtores exportam 60 milhões por ano

Apesar da actual crise económica, a cerâmica de luxo continua a gerar negócios para as empresas portuguesas, absorvendo uma parte crescente da sua produção. De acordo com a Associação Portuguesa da Indústria Cerâmica, este nicho de mercado absorve anualmente 10% das exportações nacionais do sector, gerando um volume de negócios de 60 milhões de euros para 40 produtores portugueses.

É o caso da Faria & Bento, grupo empresarial de Leiria, que soma 30 anos e canaliza 98% da sua produção anual para mercados externos. Carlos Faria, administrador da empresa, explica que a sua equipa criou um produto único, denominado de Grés Porcelânico, concebido para ser mais resistente, leve e passível de trabalhar numa vasta gama de cores. O empresário identifica, entre os principais países onde actua – Grécia, Egipto e Emiratos Árabes Unidos – a sua rede de 100 clientes distribuidores.

Entre as inovações criadas pela Faria & Bento, destaca-se ainda a de uma cerâmica capaz de resistir à chama directa, a qual patenteou como única no mundo, bem como uma caixa que permite agarrar em chávenas e copos com líquido quente lá dentro, sem que a temperatura passe para o exterior da peça cerâmica. De acordo com Carlos Faria, 10% da produção da Faria & Bento destina-se à cerâmica de luxo, o que corresponde a 22 mil peças produzidas mensalmente.

Luxo institucional

Outro dos mercados da cerâmica de luxo está ligado à imagem de marca das instituições. Embaixadas e Hotéis conservadores são exemplos desta via da cerâmica de luxo explorada pelo Grupo Vista Alegre.

Segundo Avaro Torres, CEO da empresa, as embaixadas constituem um mercado onde a Vista Alegre tem colocado cerâmica, nomeadamente em estabelecimentos diplomáticos portugueses e croatas. «Mais recentemente ganhámos o concurso para todas as embaixadas espanholas. Ainda neste mercado, já fornecemos para a Casa Branca e várias casas reais europeias como a inglesa», explica.

Álvaro Torres refere que 40% da actividade do grupo que dirige é internacional, sublinhando a capacidade da Vista Alegre para crescer no mercado de luxo onde pretende reforçar a sua presença. «Uma das possibilidades que estamos a estudar é a criação de embalagens de porcelana para produtos de topo, como chocolates, ou bebidas, como garrafas de conhaque. São projectos concebidos para empresas numa lógica de parceria».

Um terço da produção para mercados de luxo

Fora do perímetro de Leiria surge ainda o caso da Porcel, especialista em porcelana, que produz cerca de 4 milhões de peças por ano, 70% das quais exportadas para o mundo inteiro, canalizando um terço da produção para o mercado de luxo internacional de países como os EUA, Escandinávia, Países Árabes e Europa de Leste.

Entre os clientes que destaca, surgem um Sultão de Omã, a Biblioteca da Casa Branca dos E.U.A, George Washington Museum (réplicas do serviço de jantar que o governante usava) e as famílias reais da Noruega e Mónaco.

A título de exemplo, refira-se um prato de porcelana inserido num serviço de jantar para o casamento de um Emir dos Emiratos Árabes Unidos, que custava 200 dólares em 2008 e continha diferentes tipos de ouro e platina. Paulo Amaro sustenta que «esta é claramente uma das áreas de crescimento internacional do sector cerâmico português, altamente exigente e onde poucas empresas conseguem competir».

Portugueses especialistas em cerâmica vitoriana

O grau de especialização e investimento na cerâmica de luxo levou mesmo uma empresa portuguesa, a TOPCER, a posicionar-se ao longo de dezassete anos como o maior especialista mundial em cerâmica do período inglês da Rainha Vitória. A empresa especialista em pavimentos, com uma produção anual de 500 mil metros quadrados, já forneceu dezenas de irish pubs e restaurantes com o estilo vitoriano. O metro quadrado deste tipo de pavimento pode chegar aos 1000 euros.

A empresa fornece o senado da Federação Russa em S.Petersbrug. Fora daquele país destaca-se a colocação de produto em clientes como uma mesquita no Bahrein, Catedral de Notingham, estádio olímpico em Inglaterra e o melhor hotel do mundo no Dubai (sete estrelas). A empresa estima que 20% da produção total se destine ao mercado da cerâmica de luxo.

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