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Empresas

Administrador-executivo do Hospital de Leiria explica lucro de 4,7 milhões

O Hospital de Santo André, em Leiria, obteve o ano passado um lucro de 4,7 milhões de euros, o melhor resultado de sempre desde que o estabelecimento de saúde foi transformado em entidade pública empresarial (EPE), revela a Lusa.

O administrador-executivo, Licínio de Carvalho, sublinhou no entanto que «a primeira prioridade ou a missão do hospital não é gerar lucros, mas prestar um nível de cuidados de saúde compatível com as exigências da população».

«Se conseguirmos corresponder a esse objectivo, conseguindo criar condições para ter uma exploração económica equilibrada, obviamente que esse é também um desígnio muito importante para nós», disse o responsável.

Licínio de Carvalho não esconde, no entanto, que «desde que a unidade de saúde tem estatuto empresarial o lucro é uma palavra no seu léxico, acrescentando haver outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com resultados positivos».
Para o responsável, sustentabilidade económica e boa assistência médica não são antagónicas.

«Tudo fazemos para, realmente, compatibilizar uma boa prestação de serviços com um resultado equilibrado», declarou, acrescentando: «O nosso objectivo é ter uma conta de exploração equilibrada entre aquilo que nós recebemos e aquilo que nós pagamos ou entre aquilo que nós suportamos para prestar os serviços e aquilo que recebemos pela prestação desses mesmos serviços».

O administrador-executivo salientou que «a transformação, primeiro em 2002, em sociedade anónima de capitais públicos, e, depois, em 2005, em EPE, teve como alteração essencial o modo de financiamento, agora com base nos serviços prestados aos utentes».

Em 2008 esse financiamento rondou os 55 milhões de euros, num orçamento próximo dos 70 milhões de euros e que não sofre grandes alterações este ano.

Serviço Nacional de Saúde é principal fonte de receitas

«Em números aproximados, 80% das nossas receitas provêm do contrato-programa que celebrámos com o SNS, Serviço Nacional de Saúde, que é a contra-partida pelos serviços que prestamos aos utentes», explicou Licínio de Carvalho.

Os restantes cerca de 20% têm origem em receitas próprias, que passam pela «prestação de cuidados de saúde a utentes que têm um terceiro responsável», seja uma seguradora, a ADSE ou outras entidades, mas também nalgumas situações os próprios utentes.
«Nestas receitas estão ainda as aplicações financeiras, os descontos comerciais de fornecedores e as concessões de espaços do hospital, como a farmácia, bares, lojas ou serviço de medicina nuclear».

«Se não tivermos resultados positivos, se não conseguirmos criar reservas, nomeadamente para investimentos, o que vai acontecer é que vamos descapitalizar o nosso activo», realçou o administrador-executivo, que traduziu essa situação da seguinte forma: «Portanto, não vamos ter capacidade de melhorar as instalações, de substituir equipamentos, de investir na formação de profissionais».

Política de combate ao desperdício

Licínio de Carvalho garantiu que «o hospital não focaliza a sua prestação em termos de conter custos, cortar custos, mas assumiu uma política de combate ao desperdício».
Destacou ainda o facto de o hospital ter uma «situação de tesouraria confortável- paga a 40 dias – que lhe dá um trunfo, mais capacidade de negociação com os fornecedores, sobretudo com aqueles que representam grandes custos para o hospital – medicamentos e material clínico».

Confrontado se nada se deixa de fazer a favor dos doentes com a questão de poupança de meios, o administrador-executivo do hospital de Leiria respondeu: «Eu punha exactamente as coisas ao contrário. Quanto mais conseguirmos poupar, mais condições temos de proporcionar aos nossos doentes aquilo que realmente é preciso».

LE com Lusa

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