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Actualidade

Pensões: quem tem 30 anos tem que poupar 1/4 do salário

Para assegurar uma pensão igual ao seu actual salário, a geração dos actuais 30 anos terá que poupar cerca de um quarto do seu rendimento bruto, segundo uma simulação efectuada hoje pela associação dos consumidores Deco e citada pela Lusa.

Segundo os cálculos efectuados, um trabalhador de 30 anos (com um salário bruto de 1.520 euros), e que faça entregas para um Plano Poupança Reforma (PPR) até aos 65 anos, terá que acumular um capital de 275 mil euros para poder viver com o mesmo valor por mês durante mais 20 anos (até aos 85).

Desta forma, se o trabalhador optar por um PPR mais defensivo (com uma rentabilidade média de 3% ao ano) terá que fazer entregas mensais de 374 euros por mês, a partir de agora. Se optar por um PPR mais agressivo, isto é, com um risco mais elevado (com uma rentabilidade média anual de 6%), o mesmo trabalhador terá que fazer entregas de 200 euros por mês.

Para o economista da Deco, António Ribeiro, exigir estes valores de poupança à geração dos 30 anos é «impensável», nomeadamente na situação de crise actual.

Numa segunda simulação, a pedido da Lusa, a Deco considerou um trabalhador de 50 anos que tem que fazer entregas mensais durante 15 anos (até atingir os 65 anos) para conseguir receber uma pensão de valor igual ao seu actual salário (os mesmos 1.520 euros).

Para esta idade, a Deco aconselha apenas PPR mais defensivos, «sobre a forma de seguro com capital e rendimento mínimo garantido», mas para o conseguir este trabalhador teria que começar a pôr de lado 1.213 euros, cerca de 80% do seu salário mensal.

Estes cálculos da Deco têm em conta as novas regras dos cálculos de pensões, em vigor desde Janeiro de 2007.

A reforma da Segurança Social efectuada pelo Executivo de José Sócrates assentou na introdução de um factor de sustentabilidade para efeito do cálculo das pensões ligado ao aumento da esperança média de vida, que poderá levar os cidadãos a trabalhar um pouco além da idade da reforma, descontar um pouco mais ou receber um pouco menos de pensão. A nova fórmula de cálculo de pensões prevê ainda que se passe a ter como base toda a carreira contributiva e a introdução de um novo indexante para os aumentos anuais das pensões (com base na inflação e no crescimento económico).

Além disso, estabeleceu a protecção das longas carreiras contributivas, a limitação das pensões mais altas, a promoção do envelhecimento activo e o reforço do combate à fraude e evasão contributiva, entre outras medidas.

Um estudo da consultora Optimize, realizado no final de 2008 e tendo em conta já as novas regras do cálculo das pensões, faz cálculos muito semelhantes aos da Deco. Um português tem de fazer uma poupança complementar de seis a 24% do salário para garantir uma reforma de 80% do último salário.

A poupança adicional aos descontos obrigatórios para a segurança social dependem do sexo do trabalhador, da sua idade e da remuneração que consegue ou espera conseguir obter com essa poupança.

Assim, para a geração dos 30 anos, a poupança complementar dos homens deve ser de 16% e das mulheres de 20%.

Na geração dos 40, esses valores descem para 14 e 18%, respectivamente.

Quem tem pelo menos 50 anos, segundo o mesmo estudo, deve poupar 14% se for homem e 17% se for mulher, para garantir que obtém 80% do salário quando se reformar.

Este cálculos assumem uma remuneração de 4% ao ano da poupança e um crescimento salarial de dois pontos percentuais acima da inflação por cada ano.

Na sexta-feira a Comissão Europeia divulga um estudo de avaliação sobre o impacto da crise nos regimes de pensões no âmbito do Plano de Relançamento Económico.

Lusa

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